Publicação

Mucocelos dos seios perinasais : o papel da cirurgia endoscópica nasossinusal

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Os mucocelos dos seios perinasais são estruturas quísticas revestidas por epitélio respiratório, formados secundariamente à obstrução do trato de drenagem dos respetivos seios. Apesar de benignos, têm um carácter expansivo, com possibilidade de invasão e destruição de estruturas anatómicas vizinhas. São igualmente prevalentes em ambos os sexos, sendo mais frequentes entre a 3ª e 5ª décadas de vida. Por ordem decrescente de frequência, localizam-se no seio frontal, etmoidal, maxilar e esfenoidal. A clínica é bastante variável, dependendo da localização e tamanho do mucocelo. Contudo, são comuns os sintomas nasais, oftalmológicos e, por vezes, neurológicos. O diagnóstico é sugerido pela clínica e complementado pela TC dos seios perinasais, o exame goldstandard na avaliação desta patologia. A RM é apenas realizada no caso de invasão da órbita ou base do crânio ou na necessidade de esclarecer dúvidas diagnósticas. O diagnóstico definitivo é histológico. Atualmente, o tratamento do mucocelo é cirúrgico na maioria dos doentes, sendo a cirurgia endoscópica endonasal a abordagem preferencial. A marsupialização endoscópica é uma cirurgia minimamente invasiva, com baixa morbilidade e que atinge taxas de recorrência perto de zero, sendo uma cirurgia segura que deve ser usada como primeira linha. O seio frontal é aquele onde a abordagem endoscópica se revela mais complicada, podendo ser necessária a utilização de uma abordagem combinada.
Autores principais:Miranda, Inês Rodrigues Pereira Leite de
Assunto:Mucocelo Seios perinasais Cirurgia endoscópica Marsupialização Otorrinolaringologia
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os mucocelos dos seios perinasais são estruturas quísticas revestidas por epitélio respiratório, formados secundariamente à obstrução do trato de drenagem dos respetivos seios. Apesar de benignos, têm um carácter expansivo, com possibilidade de invasão e destruição de estruturas anatómicas vizinhas. São igualmente prevalentes em ambos os sexos, sendo mais frequentes entre a 3ª e 5ª décadas de vida. Por ordem decrescente de frequência, localizam-se no seio frontal, etmoidal, maxilar e esfenoidal. A clínica é bastante variável, dependendo da localização e tamanho do mucocelo. Contudo, são comuns os sintomas nasais, oftalmológicos e, por vezes, neurológicos. O diagnóstico é sugerido pela clínica e complementado pela TC dos seios perinasais, o exame goldstandard na avaliação desta patologia. A RM é apenas realizada no caso de invasão da órbita ou base do crânio ou na necessidade de esclarecer dúvidas diagnósticas. O diagnóstico definitivo é histológico. Atualmente, o tratamento do mucocelo é cirúrgico na maioria dos doentes, sendo a cirurgia endoscópica endonasal a abordagem preferencial. A marsupialização endoscópica é uma cirurgia minimamente invasiva, com baixa morbilidade e que atinge taxas de recorrência perto de zero, sendo uma cirurgia segura que deve ser usada como primeira linha. O seio frontal é aquele onde a abordagem endoscópica se revela mais complicada, podendo ser necessária a utilização de uma abordagem combinada.