Publicação
A simbiogénese na origem da vida: uma perspectiva simbiogénica da evolução pré-biótica aplicada em contexto escolar
| Resumo: | A origem da vida permanece uma das grandes questões científicas em aberto no século XXI. Tendo despertado a atenção do Homem ao longo dos séculos, não foi possível até ao momento chegar-se a um consenso na comunidade científica. As teorias desenvolvidas têm sobretudo privilegiado uma abordagem darwinista ou neodarwinista, limitando as perspectivas sobre um fenómeno que poderá ser emergente e global. Uma abordagem simbiogénica da origem da vida torna-se, assim, imperativa. A aplicação da simbiogénese à origem, e evolução inicial da vida, permite um novo olhar, mais compreensivo e global, ao considerar não só princípios neodarwinianos, mas também princípios simbiogénicos, nomeadamente sinergísticos e cooperativos, e realçando a importância da simbiose. A noção duma Terra dinâmica, sistémica, constituída por subsistemas naturais, interdependentes e inter-relacionados, e onde se encontra vida em todos os ambientes e nichos ecológicos possíveis, leva-nos à noção de que esta terá certamente evoluído em íntima associação com os variados contextos geoquímicos existentes. A descoberta dos organismos extremófilos, para além de alargar o nosso conceito dos limites da vida, lança uma nova reflexão sobre a possível existência de vida, algures no Universo. É, igualmente, pertinente a constatação de que sob condições extremas e adversas, os seres vivos optam por estratégias de cooperação, estabelecendo as mais variadas relações simbióticas. A astrobiologia é por definição o agente principal na procura duma solução para esta questão. Ao incorporar vários campos do conhecimento, permite uma abordagem multitransdisciplinar da origem da vida. Os estudos da origem da vida, da simbiogénese, e o conhecimento e compreensão da abordagem feita pela astrobiologia constituem um campo riquíssimo para ser trabalhado e explorado com os alunos. Não só permitem o cumprimento dos programas curriculares oficiais, como fornece excelentes oportunidades para uma implementação de uma educação em ciência, centrada no aluno, na ciência enquanto processo e produto, e no desenvolvimento das competências científicas que se deseja que todos os alunos tenham. São apresentadas algumas sugestões de actividades para serem implementadas com alunos do ensino secundário. Para tal, foram consultados alguns dos programas internacionais já existentes, e seleccionadas, e adaptadas, as estratégias e actividades mais adequadas para os objectivos delineados. |
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| Autores principais: | Pereira, Luísa Madalena Batista de Oliveira da Encarnação |
| Assunto: | Evolução Astrobiologia Teses de mestrado - 2009 |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A origem da vida permanece uma das grandes questões científicas em aberto no século XXI. Tendo despertado a atenção do Homem ao longo dos séculos, não foi possível até ao momento chegar-se a um consenso na comunidade científica. As teorias desenvolvidas têm sobretudo privilegiado uma abordagem darwinista ou neodarwinista, limitando as perspectivas sobre um fenómeno que poderá ser emergente e global. Uma abordagem simbiogénica da origem da vida torna-se, assim, imperativa. A aplicação da simbiogénese à origem, e evolução inicial da vida, permite um novo olhar, mais compreensivo e global, ao considerar não só princípios neodarwinianos, mas também princípios simbiogénicos, nomeadamente sinergísticos e cooperativos, e realçando a importância da simbiose. A noção duma Terra dinâmica, sistémica, constituída por subsistemas naturais, interdependentes e inter-relacionados, e onde se encontra vida em todos os ambientes e nichos ecológicos possíveis, leva-nos à noção de que esta terá certamente evoluído em íntima associação com os variados contextos geoquímicos existentes. A descoberta dos organismos extremófilos, para além de alargar o nosso conceito dos limites da vida, lança uma nova reflexão sobre a possível existência de vida, algures no Universo. É, igualmente, pertinente a constatação de que sob condições extremas e adversas, os seres vivos optam por estratégias de cooperação, estabelecendo as mais variadas relações simbióticas. A astrobiologia é por definição o agente principal na procura duma solução para esta questão. Ao incorporar vários campos do conhecimento, permite uma abordagem multitransdisciplinar da origem da vida. Os estudos da origem da vida, da simbiogénese, e o conhecimento e compreensão da abordagem feita pela astrobiologia constituem um campo riquíssimo para ser trabalhado e explorado com os alunos. Não só permitem o cumprimento dos programas curriculares oficiais, como fornece excelentes oportunidades para uma implementação de uma educação em ciência, centrada no aluno, na ciência enquanto processo e produto, e no desenvolvimento das competências científicas que se deseja que todos os alunos tenham. São apresentadas algumas sugestões de actividades para serem implementadas com alunos do ensino secundário. Para tal, foram consultados alguns dos programas internacionais já existentes, e seleccionadas, e adaptadas, as estratégias e actividades mais adequadas para os objectivos delineados. |
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