Publicação
As lideranças religiosas no processo de independência de Timor-Leste
| Resumo: | Esta dissertação tem como objectivo apresentar o papel da Igreja Católica no processo de independência de Timor-Leste. O período de estudo centra-se entre a invasão indonésia, a 7 de Dezembro de 1975, e o referendo em 1999. O nosso propósito centra-se em compreender porque tiveram os religiosos um papel tão relevante na denúncia do que se passava em Timor chegando até a colaborar vigorosamente com a resistência na defesa do direito à autodeterminação do povo timorense. Em todo o processo, este estudo assinala ainda como foi utilizada a rede que a estrutura da Igreja Católica dispõe no mundo, a favor da questão timorense. A investigação realizada descobre também como o empenhamento da Igreja levou a uma identificação religiosa, que será usada como forma de resistência por um povo que estava longe de ter o catolicismo como a sua religião maioritaria, à data da invasão. A maciça catolização que se seguiu será explicada não apenas pela obrigatoriedade de escolha de uma religião mas também porque a Igreja passou a ser referência, protecção e um dos pilares da resistência. |
|---|---|
| Autores principais: | Garrido, Maria José Rodrigues |
| Assunto: | Timor Leste - História - Autonomia e movimentos independentistas Igreja Católica - Timor Leste - Actividade política - séc.20 Igreja Católica - Relações externas - séc.20 Igreja e problemas sociais - Timor Leste - Igreja Católica Timor Leste - História - séc.20 Teses de mestrado - 2017 |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Esta dissertação tem como objectivo apresentar o papel da Igreja Católica no processo de independência de Timor-Leste. O período de estudo centra-se entre a invasão indonésia, a 7 de Dezembro de 1975, e o referendo em 1999. O nosso propósito centra-se em compreender porque tiveram os religiosos um papel tão relevante na denúncia do que se passava em Timor chegando até a colaborar vigorosamente com a resistência na defesa do direito à autodeterminação do povo timorense. Em todo o processo, este estudo assinala ainda como foi utilizada a rede que a estrutura da Igreja Católica dispõe no mundo, a favor da questão timorense. A investigação realizada descobre também como o empenhamento da Igreja levou a uma identificação religiosa, que será usada como forma de resistência por um povo que estava longe de ter o catolicismo como a sua religião maioritaria, à data da invasão. A maciça catolização que se seguiu será explicada não apenas pela obrigatoriedade de escolha de uma religião mas também porque a Igreja passou a ser referência, protecção e um dos pilares da resistência. |
|---|