Publicação
"Os pais fazem, os pais pensam?" : atribuições parentais e reatividade dos pais face às emoções negativas dos filhos
| Resumo: | A linha de pensamento bioecológica considera que as características da pessoa funcionam tanto como um produto indireto quanto como um produtor do desenvolvimento (Bjorklun & Myers, 2019), além disso, o processo de parentalidade é complexo e exigente, e altera irrevogavelmente as atividades dos adultos (Bornstein, 2016; Bronfenbrenner & Evans, 2000; Holden, 2021; Westrupp et al., 2022). Ademais, as reacções parentais às emoções negativas das crianças (RPEN) e as atribuições parentais (AP) são dimensões relevantes da parentalidade (e.g., Fabes et al., 2002; Snarr et al., 2009). Objectivos: Assim, o principal objetivo deste estudo centra-se na compreensão e avaliação da relação entre as RPEN e as AP disfuncionais que explicam o comportamento inadequado das crianças. Especificamente, o interesse deste trabalho é perceber se as RPEN podem ser preditoras das AP. De forma complementar, interessa também avaliar o papel de variáveis sociodemográficas que aparentemente têm um impacto substancial na relação anterior, nomeadamente o sexo da criança e o sexo do progenitor. Métodos: Foram aplicadas as versões portuguesas da Parental Cognition Scale (Fernandes et al., 2019) e do Coping With Children's Negative Emotion (Alves e Cruz, 2011). Análises de regressão múltipla revelaram que o uso de respostas de regulação emocional negativa pelos pais foi responsável por proporções significativas de variância nos índices da escala de cognição parental. Conclusões: As análises de regressão múltipla revelaram que o uso de respostas de regulação emocional negativa por parte das mães foi responsável por proporções significativas de variância nos índices da escala de cognição parental e os testes t para amostras independentes mostram alguns resultados interessantes sobre as diferenças entre mães vs. pais e filho vs. filha. |
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| Autores principais: | Oliveira, Catarina Rodrigues |
| Assunto: | Práticas parentais Regulação emocional Parentalidade Comportamento da criança Estratégias comportamentais Reações parentais Emoções Dissertações de mestrado - 2023 |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A linha de pensamento bioecológica considera que as características da pessoa funcionam tanto como um produto indireto quanto como um produtor do desenvolvimento (Bjorklun & Myers, 2019), além disso, o processo de parentalidade é complexo e exigente, e altera irrevogavelmente as atividades dos adultos (Bornstein, 2016; Bronfenbrenner & Evans, 2000; Holden, 2021; Westrupp et al., 2022). Ademais, as reacções parentais às emoções negativas das crianças (RPEN) e as atribuições parentais (AP) são dimensões relevantes da parentalidade (e.g., Fabes et al., 2002; Snarr et al., 2009). Objectivos: Assim, o principal objetivo deste estudo centra-se na compreensão e avaliação da relação entre as RPEN e as AP disfuncionais que explicam o comportamento inadequado das crianças. Especificamente, o interesse deste trabalho é perceber se as RPEN podem ser preditoras das AP. De forma complementar, interessa também avaliar o papel de variáveis sociodemográficas que aparentemente têm um impacto substancial na relação anterior, nomeadamente o sexo da criança e o sexo do progenitor. Métodos: Foram aplicadas as versões portuguesas da Parental Cognition Scale (Fernandes et al., 2019) e do Coping With Children's Negative Emotion (Alves e Cruz, 2011). Análises de regressão múltipla revelaram que o uso de respostas de regulação emocional negativa pelos pais foi responsável por proporções significativas de variância nos índices da escala de cognição parental. Conclusões: As análises de regressão múltipla revelaram que o uso de respostas de regulação emocional negativa por parte das mães foi responsável por proporções significativas de variância nos índices da escala de cognição parental e os testes t para amostras independentes mostram alguns resultados interessantes sobre as diferenças entre mães vs. pais e filho vs. filha. |
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