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A vivência subjectiva dos cuidadores de pessoas com demência : temas centrais, sintomatologia emocional e estratégias de confronto

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O conceito “Demência” tem suscitado na contemporaneidade, reflexões antropológicas, sociológicas, médicas e psicológicas. No entanto, apenas um número reduzido de investigações pretende abordar as construções que os cuidadores formais e/ou informais elaboram. Tendo como elemento central as significações subjectivas que cada cuidador constrói em torno do processo demencial. Pretende-se caracterizar em termos psicológicos, incluindo os aspectos cognitivos, comportamentais e emocionais, os cuidadores formais e informais de pessoas com demência. A amostra é constituída por 28 participantes, dos quais 11 são cuidadores informais - CI e 17 cuidadores formais (i.e. 10 cuidadores primários - CFP, 7 cuidadores secundários - CFS). Neste estudo optou-se por uma metodologia mista, i.e., integração e complementaridade entre um tipo de metodologia qualitativa (entrevista semi-estruturada) e uma metodologia quantitativa apoiada num conjunto de instrumentos (Inventário de Depressão de Beck; Escala de auto-avaliação de ansiedade de Zung; Índice de Barthel; Questionário de Modos de Lidar com os Acontecimentos - Ways of Coping Questionnaire). Os resultados indicam a presença de expressões emocionais perturbadoras nos cuidadores de pessoas com demência. Nos CI, as significações subjectivas relacionadas com a procura de apoio social, foi não só as mais representativas, como as mais preponderantes. Nos cuidadores formais (i.e. CFP e CFS), as significações subjectivas relacionadas com a reavaliação positiva foram, não só as mais representativas, como as mais preponderantes. Por último, os resultados indicam que os cuidadores elaboram diferentes explicações, ou significações subjectivas, acerca do processo de doença, sendo salientado as principais implicações no desenvolvimento de intervenções clínicas e/ou educativas de prevenção de respostas emocionais excessivas e/ou desadaptativas.
Autores principais:Mendes, José António Monteiro
Assunto:Demência Cuidadores Sintomatologia Teses de mestrado - 2010
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O conceito “Demência” tem suscitado na contemporaneidade, reflexões antropológicas, sociológicas, médicas e psicológicas. No entanto, apenas um número reduzido de investigações pretende abordar as construções que os cuidadores formais e/ou informais elaboram. Tendo como elemento central as significações subjectivas que cada cuidador constrói em torno do processo demencial. Pretende-se caracterizar em termos psicológicos, incluindo os aspectos cognitivos, comportamentais e emocionais, os cuidadores formais e informais de pessoas com demência. A amostra é constituída por 28 participantes, dos quais 11 são cuidadores informais - CI e 17 cuidadores formais (i.e. 10 cuidadores primários - CFP, 7 cuidadores secundários - CFS). Neste estudo optou-se por uma metodologia mista, i.e., integração e complementaridade entre um tipo de metodologia qualitativa (entrevista semi-estruturada) e uma metodologia quantitativa apoiada num conjunto de instrumentos (Inventário de Depressão de Beck; Escala de auto-avaliação de ansiedade de Zung; Índice de Barthel; Questionário de Modos de Lidar com os Acontecimentos - Ways of Coping Questionnaire). Os resultados indicam a presença de expressões emocionais perturbadoras nos cuidadores de pessoas com demência. Nos CI, as significações subjectivas relacionadas com a procura de apoio social, foi não só as mais representativas, como as mais preponderantes. Nos cuidadores formais (i.e. CFP e CFS), as significações subjectivas relacionadas com a reavaliação positiva foram, não só as mais representativas, como as mais preponderantes. Por último, os resultados indicam que os cuidadores elaboram diferentes explicações, ou significações subjectivas, acerca do processo de doença, sendo salientado as principais implicações no desenvolvimento de intervenções clínicas e/ou educativas de prevenção de respostas emocionais excessivas e/ou desadaptativas.