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As motivações importam! Um estudo de risco de perturbação alimentar em vegans e vegetarianos/as

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo tem como objetivo analisar o potencial papel moderador das motivações para adotar uma prática vegan ou vegetariana (i.e., motivações de saúde, motivações ambientais e motivações animais) na relação entre o tipo de alimentação/estilo de vida (i.e., vegetariana e vegan) e a probabilidade de desenvolver uma Perturbação Alimentar. Para tal recorreu-se a uma amostra, recolhida online, de 471 participantes, com idades compreendidas entre os 18 e 71 anos (M = 37.48, SD = 11.705), que responderam a um questionário sociodemográfico e ao Eating Atittudes Test (EAT-26). Os resultados indicaram que as motivações de saúde se associam a uma maior probabilidade de existência de Perturbação Alimentar. Contudo, a dimensão do efeito da influência das motivações na relação entre o tipo de alimentação/estilo de vida e os resultados do EAT-26, foi pequeno, verificando-se um risco maior de Perturbação Alimentar em vegans, por comparação com vegetarianos/as, apenas para as motivações ambientais. A presente investigação fornece evidências relevantes acerca do papel das motivações na adoção de uma prática vegan e vegetariana para o risco de desenvolver uma Perturbação Alimentar, e, consequentemente, implicações clínicas para pacientes com este tipo de escolhas alimentares.
Autores principais:Monteiro, Joana Nave
Assunto:Distúrbios alimentares Veganismo Alimentação vegetariana Motivações Saúde e bem-estar Dissertações de mestrado - 2022
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo tem como objetivo analisar o potencial papel moderador das motivações para adotar uma prática vegan ou vegetariana (i.e., motivações de saúde, motivações ambientais e motivações animais) na relação entre o tipo de alimentação/estilo de vida (i.e., vegetariana e vegan) e a probabilidade de desenvolver uma Perturbação Alimentar. Para tal recorreu-se a uma amostra, recolhida online, de 471 participantes, com idades compreendidas entre os 18 e 71 anos (M = 37.48, SD = 11.705), que responderam a um questionário sociodemográfico e ao Eating Atittudes Test (EAT-26). Os resultados indicaram que as motivações de saúde se associam a uma maior probabilidade de existência de Perturbação Alimentar. Contudo, a dimensão do efeito da influência das motivações na relação entre o tipo de alimentação/estilo de vida e os resultados do EAT-26, foi pequeno, verificando-se um risco maior de Perturbação Alimentar em vegans, por comparação com vegetarianos/as, apenas para as motivações ambientais. A presente investigação fornece evidências relevantes acerca do papel das motivações na adoção de uma prática vegan e vegetariana para o risco de desenvolver uma Perturbação Alimentar, e, consequentemente, implicações clínicas para pacientes com este tipo de escolhas alimentares.