Publicação
Crenças e atitudes parentais em relação à vacinação pediátrica
| Resumo: | Introdução: Portugal tem uma das taxas mais elevadas de cobertura vacinal entre os países com vacinação pediátrica não obrigatória. No entanto, há uma ameaça a esta situação causada pela disseminação internacional de ideias antivacinação. Objetivo: Explorar as crenças e atitudes parentais em relação à vacinação pediátrica e a relação existente entre estas crenças e os comportamentos e atitudes parentais de vacinação no contexto de um país de elevada adesão à vacinação. Metodologia: Foram identificadas as principais crenças parentais relacionadas com a vacinação pediátrica e desenvolvido um conjunto de instrumentos para avaliar crenças sobre segurança e eficácia das vacinas, perceção da gravidade das doenças preveníveis pela vacinação, crenças relacionadas com as teorias de conspiração em relação à vacinação, atitudes face às exigências da vacinação, normas sociais e avaliação do aconselhamento dos profissionais de saúde sobre este tema. Foi também aplicado um instrumento para caracterizar o comportamento parental em relação à vacinação pediátrica e perguntas de resposta aberta sobre a justificação para estes comportamentos. Estes instrumentos foram divulgados online através de redes sociais e grupos de pais. Resultados: Os questionários mostraram boa fiabilidade. A amostra final incluiu 1118 pais (M = 35,92; DP = 0,17), de crianças dos 0 aos 12 anos. A grande maioria reportou atitudes e crenças favoráveis à vacinação pediátrica. Apenas 3,1% dos pais relataram hesitação vacinal em relação a um eventual futuro filho. Considerando conjuntamente todas as crenças associadas ao comportamento, as crenças sobre segurança e eficácia da vacinação e a atitude para com exigências de vacinação mostraram-se preditoras da decisão de vacinar um futuro filho ou de não atrasar uma vacina. Conclusão: Tendo em consideração os resultados deste estudo, consideramos o desenvolvimento de estratégias de informação sobre a segurança e eficácia da vacinação dirigidas aos pais e o reforço das exigências institucionais em relação à vacinação como medidas preventivas chave da hesitação vacinal. |
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| Autores principais: | Fonseca, Inês Bravo Cabral da |
| Assunto: | Vacinação infantil Crenças parentais Teses de mestrado - 2019 |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: Portugal tem uma das taxas mais elevadas de cobertura vacinal entre os países com vacinação pediátrica não obrigatória. No entanto, há uma ameaça a esta situação causada pela disseminação internacional de ideias antivacinação. Objetivo: Explorar as crenças e atitudes parentais em relação à vacinação pediátrica e a relação existente entre estas crenças e os comportamentos e atitudes parentais de vacinação no contexto de um país de elevada adesão à vacinação. Metodologia: Foram identificadas as principais crenças parentais relacionadas com a vacinação pediátrica e desenvolvido um conjunto de instrumentos para avaliar crenças sobre segurança e eficácia das vacinas, perceção da gravidade das doenças preveníveis pela vacinação, crenças relacionadas com as teorias de conspiração em relação à vacinação, atitudes face às exigências da vacinação, normas sociais e avaliação do aconselhamento dos profissionais de saúde sobre este tema. Foi também aplicado um instrumento para caracterizar o comportamento parental em relação à vacinação pediátrica e perguntas de resposta aberta sobre a justificação para estes comportamentos. Estes instrumentos foram divulgados online através de redes sociais e grupos de pais. Resultados: Os questionários mostraram boa fiabilidade. A amostra final incluiu 1118 pais (M = 35,92; DP = 0,17), de crianças dos 0 aos 12 anos. A grande maioria reportou atitudes e crenças favoráveis à vacinação pediátrica. Apenas 3,1% dos pais relataram hesitação vacinal em relação a um eventual futuro filho. Considerando conjuntamente todas as crenças associadas ao comportamento, as crenças sobre segurança e eficácia da vacinação e a atitude para com exigências de vacinação mostraram-se preditoras da decisão de vacinar um futuro filho ou de não atrasar uma vacina. Conclusão: Tendo em consideração os resultados deste estudo, consideramos o desenvolvimento de estratégias de informação sobre a segurança e eficácia da vacinação dirigidas aos pais e o reforço das exigências institucionais em relação à vacinação como medidas preventivas chave da hesitação vacinal. |
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