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Arquitetura Prisional

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Resumo:O conceito de prisão é transversal a toda a história da humanidade; sempre esteve presente na sociedade. Contudo, a pena de prisão, como a conhecemos hoje, só surge no final do século XVIII, início do século XIX. Durante séculos, a punição dos criminosos assentava no suplício e no abominável teatro de castigos corporais. Considerando a sua origem sombria, a modernização do sistema foi bastante tardia, e, atualmente, ainda existe uma grande necessidade de reforma na maioria das instituições prisionais. O presente Projeto Final de Mestrado (PFM) procura compreender e contribuir para a reforma do sistema prisional português, requerendo alterar a forma como os estabelecimentos penitenciários acolhem e lidam com os reclusos. Pretende-se elaborar um projeto resultante da reflexão teórica, explorando o desenvolvimento de um equipamento prisional que acolha e reabilite os reclusos. O trabalho ambiciona criar uma prisão que facilite as duas contradições mutuamente dependentes: o objetivo de proteger a sociedade de atos criminosos e o propósito de garantir que o recluso tenha a oportunidade de retornar à sociedade como um futuro cidadão cumpridor da lei. A construção de um relacionamento entre presos e funcionários constitui uma parte importante dos dois processos de reabilitação e garantia de segurança. Os detidos estão condenados, mas não estão privados dos seus direitos como cidadãos em relação à educação, saúde, trabalho, religião e serviços sociais. Por consequência, realiza-se uma análise do contexto prisional, expondo como a conceção das prisões descendem de diversas tipologias, cujo intuito incidia em assegurar a vigilância e a segurança. No seguimento, investiga-se a influência da arquitetura na atmosfera do estabelecimento prisional e como esta interfere na reabilitação do prisioneiro.
Autores principais:D’Almeida, Beatriz Oliveira Santos Neto
Assunto:Arquitetura Prisional Humanização das prisões Reabilitação Humana Reinserção Social Sistema Prisional Português
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O conceito de prisão é transversal a toda a história da humanidade; sempre esteve presente na sociedade. Contudo, a pena de prisão, como a conhecemos hoje, só surge no final do século XVIII, início do século XIX. Durante séculos, a punição dos criminosos assentava no suplício e no abominável teatro de castigos corporais. Considerando a sua origem sombria, a modernização do sistema foi bastante tardia, e, atualmente, ainda existe uma grande necessidade de reforma na maioria das instituições prisionais. O presente Projeto Final de Mestrado (PFM) procura compreender e contribuir para a reforma do sistema prisional português, requerendo alterar a forma como os estabelecimentos penitenciários acolhem e lidam com os reclusos. Pretende-se elaborar um projeto resultante da reflexão teórica, explorando o desenvolvimento de um equipamento prisional que acolha e reabilite os reclusos. O trabalho ambiciona criar uma prisão que facilite as duas contradições mutuamente dependentes: o objetivo de proteger a sociedade de atos criminosos e o propósito de garantir que o recluso tenha a oportunidade de retornar à sociedade como um futuro cidadão cumpridor da lei. A construção de um relacionamento entre presos e funcionários constitui uma parte importante dos dois processos de reabilitação e garantia de segurança. Os detidos estão condenados, mas não estão privados dos seus direitos como cidadãos em relação à educação, saúde, trabalho, religião e serviços sociais. Por consequência, realiza-se uma análise do contexto prisional, expondo como a conceção das prisões descendem de diversas tipologias, cujo intuito incidia em assegurar a vigilância e a segurança. No seguimento, investiga-se a influência da arquitetura na atmosfera do estabelecimento prisional e como esta interfere na reabilitação do prisioneiro.