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O tesouro de paideia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente artigo visa estabelecer uma ponte entre o tempo que compele o modelo de ensino praticado na antiguidade clássica - através da paideia - e o tempo que circunscreve os modelos de ensino na contemporaneidade. Perante esses moldes, procedeu-se a uma viagem cronológica delimitada a essas duas temporalidades - passado e presente - através de um enquadramento do modelo educacional na Grécia Antiga - onde se procurava a formação integral do ser humano -, e através da análise do ato educativo numa sociedade marcada pela pluralidade e transitoriedade. Concomitantemente, o ato de educar no período presente afigura-se com um desafio, porque apesar de sermos herdeiros de um tempo que nos antecede, concebeu-se no pensamento humano uma nova conceção da razão e da racionalidade. Com efeito, o próprio ensino da arte reflete esse tempo, pois enquanto na Grécia Antiga a arte representou a substância de uma virtude, na atualidade, e em termos educacionais, a mesma encontra-se reduzida a um grau adiáforo - assistindo-se a uma educação que não potencializa a plenitude do conhecimento teórico e prático.
Autores principais:Chambino, Tito
Assunto:Paideia Educação Ensino da Arte Cultura
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente artigo visa estabelecer uma ponte entre o tempo que compele o modelo de ensino praticado na antiguidade clássica - através da paideia - e o tempo que circunscreve os modelos de ensino na contemporaneidade. Perante esses moldes, procedeu-se a uma viagem cronológica delimitada a essas duas temporalidades - passado e presente - através de um enquadramento do modelo educacional na Grécia Antiga - onde se procurava a formação integral do ser humano -, e através da análise do ato educativo numa sociedade marcada pela pluralidade e transitoriedade. Concomitantemente, o ato de educar no período presente afigura-se com um desafio, porque apesar de sermos herdeiros de um tempo que nos antecede, concebeu-se no pensamento humano uma nova conceção da razão e da racionalidade. Com efeito, o próprio ensino da arte reflete esse tempo, pois enquanto na Grécia Antiga a arte representou a substância de uma virtude, na atualidade, e em termos educacionais, a mesma encontra-se reduzida a um grau adiáforo - assistindo-se a uma educação que não potencializa a plenitude do conhecimento teórico e prático.