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Hipovitaminose D e obesidade : mecanismos bidirecionais de associação e implicações clínicas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A hipovitaminose D é globalmente apontada como comum em indivíduos obesos, sendo transversal a uma multiplicidade de faixas etárias, etnias e localizações geográficas. Níveis séricos de 25(OH)D encontram-se inversamente correlacionados com o peso corporal, IMC e massa gorda. A natureza desta associação ainda se debate e os mecanismos exatos por si responsáveis ainda não são claros, sendo possível a existência de um carácter multifatorial e bidirecional. A dieta e a exposição solar podem representar um fator contribuitor para défice de vitamina D em obesos, mas são os efeitos de sequestro no tecido adiposo e de diluição volumétrica, respectivamente, que constituem as hipóteses cientificamente melhor sustentadas, de forma independente ou em combinação. É também possível que o défice de vitamina D contribua para o desenvolvimento de obesidade, tendo sido propostos diferentes mecanismos, de índole genética e molecular. A hipovitaminose D em obesos tem algumas implicações clínicas, nomeadamente no que diz respeito à suplementação. As doses diárias recomendadas de vitamina D para indivíduos obesos são superiores àquelas da população adulta normoponderal e o mesmo se aplica a dosagens terapêuticas para correção de hipovitaminose D nesta população, particularmente em contexto de perda de peso cirúrgica.
Autores principais:Henriques, Inês Isabel Correia
Assunto:Obesidade Hipovitaminose D Mecanismos de associação Implicações clínicas Endocrinologia
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A hipovitaminose D é globalmente apontada como comum em indivíduos obesos, sendo transversal a uma multiplicidade de faixas etárias, etnias e localizações geográficas. Níveis séricos de 25(OH)D encontram-se inversamente correlacionados com o peso corporal, IMC e massa gorda. A natureza desta associação ainda se debate e os mecanismos exatos por si responsáveis ainda não são claros, sendo possível a existência de um carácter multifatorial e bidirecional. A dieta e a exposição solar podem representar um fator contribuitor para défice de vitamina D em obesos, mas são os efeitos de sequestro no tecido adiposo e de diluição volumétrica, respectivamente, que constituem as hipóteses cientificamente melhor sustentadas, de forma independente ou em combinação. É também possível que o défice de vitamina D contribua para o desenvolvimento de obesidade, tendo sido propostos diferentes mecanismos, de índole genética e molecular. A hipovitaminose D em obesos tem algumas implicações clínicas, nomeadamente no que diz respeito à suplementação. As doses diárias recomendadas de vitamina D para indivíduos obesos são superiores àquelas da população adulta normoponderal e o mesmo se aplica a dosagens terapêuticas para correção de hipovitaminose D nesta população, particularmente em contexto de perda de peso cirúrgica.