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Nemátodes da família anisakidae em peixes de elevado consumo em Portugal e provenientes das lotas de Peniche e de Setúbal : intesidade do parasitismo, prevalência e potencial zoonótico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo incidiu na pesquisa de nemátodes pertencentes à família Anisakidae, em pescada (Merluccius merluccius), carapau (Trachurus trachurus) e sardinha (Sardina pilchardus), oriundos das lotas de Peniche e de Setúbal. Na dissecção dos 1116 peixes foram recolhidos 3703 nemátodes parasitas que foram identificados como larvas no terceiro estadio (L3), pertencentes ao género Anisakis (99,94%) e ao género Hysterothylacium (0,05%). Foi investigada a associação do parasitismo por Anisakis spp. em cada espécie de peixe e entre as espécies de ambas as lotas, relacionada com a origem, estação do ano, comprimento, peso e sexo. As amostras da lota de Peniche evidenciaram maior proporção de peixes infectados do que as de Setúbal. As diferenças de proporções entre espécies foram significativas, sendo o carapau a espécie onde se observou a maior proporção de peixes parasitados (79,63%), seguida da pescada (51,34%) e por último da sardinha (3,76%). Observou-se associação entre o número de anisaquídeos presentes e as características morfométricas do peixe e a estação do ano. Conclui-se que existe risco de anisaquiose associado ao consumo destas espécies de peixe, em cru ou pouco cozinhadas, no entanto, o cumprimento da legislação vigente e campanhas de informação das populações podem contribuir para o reduzir.
Autores principais:Borges, Alexandra Santos Lopes Galamba
Assunto:Anisakis spp. larva anisaquiose peixe Peniche Setúbal anisaquiosis fish
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este estudo incidiu na pesquisa de nemátodes pertencentes à família Anisakidae, em pescada (Merluccius merluccius), carapau (Trachurus trachurus) e sardinha (Sardina pilchardus), oriundos das lotas de Peniche e de Setúbal. Na dissecção dos 1116 peixes foram recolhidos 3703 nemátodes parasitas que foram identificados como larvas no terceiro estadio (L3), pertencentes ao género Anisakis (99,94%) e ao género Hysterothylacium (0,05%). Foi investigada a associação do parasitismo por Anisakis spp. em cada espécie de peixe e entre as espécies de ambas as lotas, relacionada com a origem, estação do ano, comprimento, peso e sexo. As amostras da lota de Peniche evidenciaram maior proporção de peixes infectados do que as de Setúbal. As diferenças de proporções entre espécies foram significativas, sendo o carapau a espécie onde se observou a maior proporção de peixes parasitados (79,63%), seguida da pescada (51,34%) e por último da sardinha (3,76%). Observou-se associação entre o número de anisaquídeos presentes e as características morfométricas do peixe e a estação do ano. Conclui-se que existe risco de anisaquiose associado ao consumo destas espécies de peixe, em cru ou pouco cozinhadas, no entanto, o cumprimento da legislação vigente e campanhas de informação das populações podem contribuir para o reduzir.