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Estou grávida! E agora? : os factores que influenciam a decisão de prosseguir ou de interromper a gravidez inesperada

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Perante uma gravidez inesperada a mulher é confrontada com duas opções: interromper ou prosseguir. Nos dias de hoje, e devido à recente legalização da IVG (Interrupção Voluntária da Gravidez) até às 10 semanas de gestação, (Lei nº16/2007 de 17 de abril), a IVG tornou-se uma possibilidade mais próxima na vida das mulheres portuguesas. Mas afinal o que faz a mulher enveredar por essa opção ou prosseguir a gravidez, perante uma gravidez inesperada? O estudo exploratório comparativo apresentado explora os fatores que estão na base da decisão da mulher interromper ou prosseguir a gravidez inesperada. Na elaboração deste estudo foi utilizada uma metodologia qualitativa exploratória, sendo que os dados foram recolhidos recorrendo a entrevistas semiestruturadas a duas amostras, uma de 8 mulheres que prosseguiram com a gravidez e outra de 5 mulheres que a interromperam. A análise foi realizada com recurso ao software Qualitative Solutions Research (QSR) NVivo 11 for Windows através da análise temática indutiva. Os resultados principais que advêm deste estudo são os seguintes: (1) o contexto relacional, o apoio sentido e o desejo de maternidade influenciam a decisão da mulher sobre o desfecho da gravidez inesperada; (2) os fatores que influenciam a decisão de prosseguir com a gravidez dizem respeito ao desejo de maternidade, ao contexto relacional, ao apoio sentido e o facto da mulher ser contra a IVG; (3) os fatores que influenciam a decisão da mulher interromper a gravidez são a falta de apoio sentida, os fatores pessoais, o contexto relacional, e os fatores económicos; (4) o conceito de gravidez planeada está relacionado com o facto da gravidez ser desejada, no entanto uma gravidez desejada não tem de ser planeada. Os resultados são ainda discutidos e analisados tendo em conta as suas limitações e implicações para a investigação e prática.
Autores principais:Gorjão, Beatriz Ribeiro
Assunto:Gravidez Maternidade Interrupção voluntária da gravidez Teses de mestrado - 2017
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Perante uma gravidez inesperada a mulher é confrontada com duas opções: interromper ou prosseguir. Nos dias de hoje, e devido à recente legalização da IVG (Interrupção Voluntária da Gravidez) até às 10 semanas de gestação, (Lei nº16/2007 de 17 de abril), a IVG tornou-se uma possibilidade mais próxima na vida das mulheres portuguesas. Mas afinal o que faz a mulher enveredar por essa opção ou prosseguir a gravidez, perante uma gravidez inesperada? O estudo exploratório comparativo apresentado explora os fatores que estão na base da decisão da mulher interromper ou prosseguir a gravidez inesperada. Na elaboração deste estudo foi utilizada uma metodologia qualitativa exploratória, sendo que os dados foram recolhidos recorrendo a entrevistas semiestruturadas a duas amostras, uma de 8 mulheres que prosseguiram com a gravidez e outra de 5 mulheres que a interromperam. A análise foi realizada com recurso ao software Qualitative Solutions Research (QSR) NVivo 11 for Windows através da análise temática indutiva. Os resultados principais que advêm deste estudo são os seguintes: (1) o contexto relacional, o apoio sentido e o desejo de maternidade influenciam a decisão da mulher sobre o desfecho da gravidez inesperada; (2) os fatores que influenciam a decisão de prosseguir com a gravidez dizem respeito ao desejo de maternidade, ao contexto relacional, ao apoio sentido e o facto da mulher ser contra a IVG; (3) os fatores que influenciam a decisão da mulher interromper a gravidez são a falta de apoio sentida, os fatores pessoais, o contexto relacional, e os fatores económicos; (4) o conceito de gravidez planeada está relacionado com o facto da gravidez ser desejada, no entanto uma gravidez desejada não tem de ser planeada. Os resultados são ainda discutidos e analisados tendo em conta as suas limitações e implicações para a investigação e prática.