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Ácidos nucleicos como alvo terapêutico: presente e futuro

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Resumo:Os ácidos nucleicos são as moléculas base dos seres vivos. Desde a mais simples bactéria até aos mamíferos mais desenvolvidos, todos os têm nas suas células, e é a partir deles que todas as proteínas são originadas. Mutações que provoquem erros na sua replicação, transcrição e tradução, se incapazes de serem corrigidos, podem dar origem à desregulação das células e consequentemente a doenças, ou até à morte dessas células. Mas há casos em que pode ser desejada a morte celular, como no caso de infeções virais, bacterianas e fúngicas, ou ainda no caso da proliferação indesejada de células, como o caso das neoplasias. Por isso, muitos fármacos que perturbam o normal funcionamento dos processos que envolvem os ácidos nucleicos, como a replicação, a transcrição e o processamento de ARN, têm sido desenvolvidos com sucesso. No entanto, a sua pouca seletividade e elevada toxicidade faz com que haja a necessidade de desenvolver novas moléculas com melhores propriedades. O desenvolvimento tecnológico dos métodos de estudo dos ácidos nucleicos é muito importante, pois faz com que se conheça melhor a sua estrutura e assim, permite que se sintetizem novos fármacos mais específicos para atuarem no ADN e ARN. Recentemente, têm sido investigadas estruturas secundárias, como o ADN triplex e os G-quadruplexes, que devido à sua localização e função no genoma pensa-se serem bons alvos terapêuticos. Nesta monografia serão abordadas as estruturas secundárias do ADN e ARN de um modo geral e posteriormente os fármacos utilizados na prática clínica. Por fim, descrever-se-ão algumas das novas moléculas que interagem com os alvos já referidos, sendo que algumas se encontram em ensaio clínico e poderão dar origem a medicamentos inovadores. No entanto, o problema da seletividade mantém-se de certo modo, já que, apesar de estas moléculas atuarem em estruturas específicas do genoma (e não em todo o genoma), essas estruturas existem tanto em células normais como em células tumorais. É, por isso, necessário que se desenvolvam moléculas específicas para uma sequência e não só para uma estrutura.
Autores principais:Ferreira, Cátia Vanessa Pereira
Assunto:Quimioterapia Estruturas secundárias do ADN Alvo terapêutico G-quadruplexes Mestrado Integrado - 2016
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os ácidos nucleicos são as moléculas base dos seres vivos. Desde a mais simples bactéria até aos mamíferos mais desenvolvidos, todos os têm nas suas células, e é a partir deles que todas as proteínas são originadas. Mutações que provoquem erros na sua replicação, transcrição e tradução, se incapazes de serem corrigidos, podem dar origem à desregulação das células e consequentemente a doenças, ou até à morte dessas células. Mas há casos em que pode ser desejada a morte celular, como no caso de infeções virais, bacterianas e fúngicas, ou ainda no caso da proliferação indesejada de células, como o caso das neoplasias. Por isso, muitos fármacos que perturbam o normal funcionamento dos processos que envolvem os ácidos nucleicos, como a replicação, a transcrição e o processamento de ARN, têm sido desenvolvidos com sucesso. No entanto, a sua pouca seletividade e elevada toxicidade faz com que haja a necessidade de desenvolver novas moléculas com melhores propriedades. O desenvolvimento tecnológico dos métodos de estudo dos ácidos nucleicos é muito importante, pois faz com que se conheça melhor a sua estrutura e assim, permite que se sintetizem novos fármacos mais específicos para atuarem no ADN e ARN. Recentemente, têm sido investigadas estruturas secundárias, como o ADN triplex e os G-quadruplexes, que devido à sua localização e função no genoma pensa-se serem bons alvos terapêuticos. Nesta monografia serão abordadas as estruturas secundárias do ADN e ARN de um modo geral e posteriormente os fármacos utilizados na prática clínica. Por fim, descrever-se-ão algumas das novas moléculas que interagem com os alvos já referidos, sendo que algumas se encontram em ensaio clínico e poderão dar origem a medicamentos inovadores. No entanto, o problema da seletividade mantém-se de certo modo, já que, apesar de estas moléculas atuarem em estruturas específicas do genoma (e não em todo o genoma), essas estruturas existem tanto em células normais como em células tumorais. É, por isso, necessário que se desenvolvam moléculas específicas para uma sequência e não só para uma estrutura.