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Plantas e produtos vegetais com acção na doença inflamatória intestinal: doença de Crohn e colite ulcerosa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Doença Inflamatória Intestinal (DII) é uma patologia crónica de carácter inflamatório que inclui essencialmente a Doença de Crohn e a Colite Ulcerosa. A sua etiologia permanece desconhecida, apesar de se considerar que resulte de uma interação/combinação complexa entre fatores ambientais, suscetibilidade genética, disfunção do microbioma intestinal e uma resposta imunitária inapropriada. Atualmente, afeta milhares de pessoas em todo o mundo, e a prevalência e incidência tem vindo a aumentar nos países desenvolvidos, bem como nos países em desenvolvimento, sendo considerado neste momento um problema de saúde pública. A terapêutica convencional tem como objetivos a indução e a manutenção da remissão, a minimização das complicações e manifestações da doença e a otimização da qualidade de vida dos doentes. A abordagem farmacológica da DII consiste na terapêutica não biológica (aminossalicilatos, corticosteróides, antibióticos e imunomodeladores) e na terapêutica biológica. No entanto, o uso prolongado destas terapêuticas tem efeitos adversos graves e custos muito dispendiosos. Consequentemente, levou a um aumento do interesse dos doentes por terapêuticas alternativas, concretamente a fitoterapia. As plantas apresentam propriedades únicas que auxiliam na prevenção e tratamento de doenças, pelo que é importante aumentar a evidência científica deste tipo de medicina tradicional para que possa ser usada com eficácia e segurança. Esta monografia tem como objetivo, uma revisão da literatura para obter informação sobre a doença inflamatória intestinal e sobre estudos clínicos que comprovem a aplicabilidade das plantas na DII, a nível da prevenção e ação terapêutica. As plantas abordadas são Andrographis paniculata, Artemisia absinthium, Boswellia serrata, Curcuma longa, Aloe vera e Cannabis sativa, destacando as suas propriedades fitoquímicas e as suas aplicações farmacológicas.
Autores principais:Dias, Isabel Catarina Garcias
Assunto:Doença inflamatória intestinal Doença de Crohn Colite ulcerosa Fitoterapia Fitoquímicos Mestrado integrado - 2020
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Doença Inflamatória Intestinal (DII) é uma patologia crónica de carácter inflamatório que inclui essencialmente a Doença de Crohn e a Colite Ulcerosa. A sua etiologia permanece desconhecida, apesar de se considerar que resulte de uma interação/combinação complexa entre fatores ambientais, suscetibilidade genética, disfunção do microbioma intestinal e uma resposta imunitária inapropriada. Atualmente, afeta milhares de pessoas em todo o mundo, e a prevalência e incidência tem vindo a aumentar nos países desenvolvidos, bem como nos países em desenvolvimento, sendo considerado neste momento um problema de saúde pública. A terapêutica convencional tem como objetivos a indução e a manutenção da remissão, a minimização das complicações e manifestações da doença e a otimização da qualidade de vida dos doentes. A abordagem farmacológica da DII consiste na terapêutica não biológica (aminossalicilatos, corticosteróides, antibióticos e imunomodeladores) e na terapêutica biológica. No entanto, o uso prolongado destas terapêuticas tem efeitos adversos graves e custos muito dispendiosos. Consequentemente, levou a um aumento do interesse dos doentes por terapêuticas alternativas, concretamente a fitoterapia. As plantas apresentam propriedades únicas que auxiliam na prevenção e tratamento de doenças, pelo que é importante aumentar a evidência científica deste tipo de medicina tradicional para que possa ser usada com eficácia e segurança. Esta monografia tem como objetivo, uma revisão da literatura para obter informação sobre a doença inflamatória intestinal e sobre estudos clínicos que comprovem a aplicabilidade das plantas na DII, a nível da prevenção e ação terapêutica. As plantas abordadas são Andrographis paniculata, Artemisia absinthium, Boswellia serrata, Curcuma longa, Aloe vera e Cannabis sativa, destacando as suas propriedades fitoquímicas e as suas aplicações farmacológicas.