Publicação
Profilaxia da infeção a citomegalovírus com letermovir em doentes pós-transplante alogénico de progenitores hematopoiéticos de dador não-relacionado
| Resumo: | O letermovir é um antiviral aprovado recentemente para profilaxia primária da infeção a citomegalovírus (CMV) em doentes seropositivos para o vírus submetidos a transplante alogénico de progenitores hematopoiéticos. Apesar do ensaio clínico de fase III que levou à sua aprovação ter demonstrado uma redução significativa das infeções com necessidade de tratamento antiviral e da mortalidade às 24 semanas póstransplante, existem ainda poucos estudos que comprovem a sua eficácia e segurança na prática clínica. Métodos: Este estudo longitudinal retrospetivo foi comparar, dentro do universo de doentes submetidos a transplante alogénico de dador não-relacionado no Hospital de Santa Maria entre 2016 e 2021 com dador e/ou recetor seropositivo para o vírus, um grupo de doentes submetido a profilaxia com letermovir com um grupo de controlo onde se adotou a estratégia pré-emptiva. Foram analisados a incidência de infeção a CMV clinicamente significativa, a necessidade de tratamento antiviral, parâmetros de carga viral, a ocorrência de internamentos, bem como a mortalidade. Resultados: A incidência de infeção clinicamente significativa foi inferior no grupo que recebeu letermovir, sobretudo no período pós-transplante precoce (13,3% vs. 100,0% no grupo controlo, p<0,0001). A maioria das infeções no grupo de estudo ocorreu precocemente após a descontinuação da profilaxia. A administração de letermovir esteve ainda associada a uma redução da necessidade de tratamento com antivirais, número e duração de internamentos. Não foram observadas diferenças entre os dois grupos no que diz respeito à sobrevivência global e livre de recaída. Conclusão: Em doentes de alto risco para os efeitos do CMV, a profilaxia com letermovir é eficaz na prevenção de infeção a CMV clinicamente significativa no período póstransplante precoce e apresenta benefícios clínicos. |
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| Autores principais: | Bento, Beatriz Rodrigues Luís de |
| Assunto: | Infeção a citomegalovírus Transplante de progenitores hematopoiéticos Profilaxia Letermovir |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O letermovir é um antiviral aprovado recentemente para profilaxia primária da infeção a citomegalovírus (CMV) em doentes seropositivos para o vírus submetidos a transplante alogénico de progenitores hematopoiéticos. Apesar do ensaio clínico de fase III que levou à sua aprovação ter demonstrado uma redução significativa das infeções com necessidade de tratamento antiviral e da mortalidade às 24 semanas póstransplante, existem ainda poucos estudos que comprovem a sua eficácia e segurança na prática clínica. Métodos: Este estudo longitudinal retrospetivo foi comparar, dentro do universo de doentes submetidos a transplante alogénico de dador não-relacionado no Hospital de Santa Maria entre 2016 e 2021 com dador e/ou recetor seropositivo para o vírus, um grupo de doentes submetido a profilaxia com letermovir com um grupo de controlo onde se adotou a estratégia pré-emptiva. Foram analisados a incidência de infeção a CMV clinicamente significativa, a necessidade de tratamento antiviral, parâmetros de carga viral, a ocorrência de internamentos, bem como a mortalidade. Resultados: A incidência de infeção clinicamente significativa foi inferior no grupo que recebeu letermovir, sobretudo no período pós-transplante precoce (13,3% vs. 100,0% no grupo controlo, p<0,0001). A maioria das infeções no grupo de estudo ocorreu precocemente após a descontinuação da profilaxia. A administração de letermovir esteve ainda associada a uma redução da necessidade de tratamento com antivirais, número e duração de internamentos. Não foram observadas diferenças entre os dois grupos no que diz respeito à sobrevivência global e livre de recaída. Conclusão: Em doentes de alto risco para os efeitos do CMV, a profilaxia com letermovir é eficaz na prevenção de infeção a CMV clinicamente significativa no período póstransplante precoce e apresenta benefícios clínicos. |
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