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Papel modulador do gene MTHFR nos níveis de homocisteína na infeção por HPV

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: O cancro do colo do útero é a quarta causa de morte por cancro em mulheres, a nível global. A infeção por Papilomavírus Humano é a principal causa para o desenvolvimento de cancro cervical, não sendo causa suficiente. Entre outros fatores potenciadores, existe a variação genética em genes modificadores. O metabolismo da homocisteína está envolvido nos processos de síntese, reparação e metilação de ADN, que estão muitas vezes desregulados na carcinogénese. Objetivo: Estudar os níveis de homocisteína circulante na doença e na sua severidade, e compreender o papel modulador do gene MTHFR nesse fenótipo. Metodologia: Os dados laboratoriais foram disponibilizados anteriormente, estando em bases de dados. A análise estatística foi realizada através do software SPSS. Efetuou-se o teste U de Mann-Whitney para avaliar diferenças dos níveis de homocisteína entre um grupo de mulheres saudáveis e grupos com diferentes graus de lesão cervical. Fez-se ajuste à idade através do teste de Regressão Logística Binária. Para perceber a influência do genótipo do MTHFR nos níveis de homocisteína, realizou-se o teste T de Student. Resultados: Os níveis de homocisteína são inferiores em mulheres com patologia. O gene MTHFR não modula os níveis de homocisteína em mulheres infetadas com HPV. Conclusão: Os níveis de homocisteína podem alterar o desenvolvimento de lesões precursoras ou malignas do colo do útero. Dadas as limitações deste trabalho, recomenda-se a realização de mais investigações que estudem o papel da homocisteína, associado ao papel de outras variantes genéticas que participem neste metabolismo, com amostras populacionais maiores, de forma a obter uma maior qualidade de resultados.
Autores principais:Cunha, Joana Patrícia Rocha da
Assunto:Homocisteína MTHFR Papilomavírus humano Displasia cervical Neoplasias do colo do útero Genética
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: O cancro do colo do útero é a quarta causa de morte por cancro em mulheres, a nível global. A infeção por Papilomavírus Humano é a principal causa para o desenvolvimento de cancro cervical, não sendo causa suficiente. Entre outros fatores potenciadores, existe a variação genética em genes modificadores. O metabolismo da homocisteína está envolvido nos processos de síntese, reparação e metilação de ADN, que estão muitas vezes desregulados na carcinogénese. Objetivo: Estudar os níveis de homocisteína circulante na doença e na sua severidade, e compreender o papel modulador do gene MTHFR nesse fenótipo. Metodologia: Os dados laboratoriais foram disponibilizados anteriormente, estando em bases de dados. A análise estatística foi realizada através do software SPSS. Efetuou-se o teste U de Mann-Whitney para avaliar diferenças dos níveis de homocisteína entre um grupo de mulheres saudáveis e grupos com diferentes graus de lesão cervical. Fez-se ajuste à idade através do teste de Regressão Logística Binária. Para perceber a influência do genótipo do MTHFR nos níveis de homocisteína, realizou-se o teste T de Student. Resultados: Os níveis de homocisteína são inferiores em mulheres com patologia. O gene MTHFR não modula os níveis de homocisteína em mulheres infetadas com HPV. Conclusão: Os níveis de homocisteína podem alterar o desenvolvimento de lesões precursoras ou malignas do colo do útero. Dadas as limitações deste trabalho, recomenda-se a realização de mais investigações que estudem o papel da homocisteína, associado ao papel de outras variantes genéticas que participem neste metabolismo, com amostras populacionais maiores, de forma a obter uma maior qualidade de resultados.