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Necessidades escolares percecionadas por alunos sobredotados

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo visa aprofundar o conhecimento acerca das necessidades específicas de alunos sobredotados em ambiente escolar, tanto dentro da sala de aula como fora desta, do ponto de vista dos alunos. Os dados foram recolhidos através de uma entrevista semiestruturada a dez alunos que frequentam ou frequentaram um programa de enriquecimento, em Lisboa. Posteriormente foi aplicada a Escala de Clima para a Criatividade em Sala de Aula (Fleith & Alencar, 2005) sendo-lhes cedido espaço para que justificassem ou acrescentassem informações importantes à resposta dada em cada item. As entrevistas e os comentários acrescentados à Escala foram analisados em termos do seu conteúdo, com recurso ao programa informático NVivo e as respostas dadas na Escala através do programa informático SPSS (Statistical Package for Social Sciences). Dos principais resultados obtidos sublinha-se o pobre contacto social com os colegas de turma ou da escola; a falta de suporte emocional que os ajude a lidar com o fracasso ou com o insucesso; a necessidade de aprender coisas novas; de haver maior flexibilização do tempo para a realização de tarefas e de haver um maior controlo na linguagem utilizada em sala de aula, tanto pelos colegas como pelo professor. Pretende-se, a partir dos dados obtidos, sensibilizar para uma outra necessidade – a de pensar a escola, em especial os termos que estipulam um currículo homogéneo, menosprezando as capacidades e interesses daqueles que a frequentam.
Autores principais:Simões, Inês Oliveira
Assunto:Sobredotação Necessidades psicológicas Ambiente escolar Teses de mestrado - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo visa aprofundar o conhecimento acerca das necessidades específicas de alunos sobredotados em ambiente escolar, tanto dentro da sala de aula como fora desta, do ponto de vista dos alunos. Os dados foram recolhidos através de uma entrevista semiestruturada a dez alunos que frequentam ou frequentaram um programa de enriquecimento, em Lisboa. Posteriormente foi aplicada a Escala de Clima para a Criatividade em Sala de Aula (Fleith & Alencar, 2005) sendo-lhes cedido espaço para que justificassem ou acrescentassem informações importantes à resposta dada em cada item. As entrevistas e os comentários acrescentados à Escala foram analisados em termos do seu conteúdo, com recurso ao programa informático NVivo e as respostas dadas na Escala através do programa informático SPSS (Statistical Package for Social Sciences). Dos principais resultados obtidos sublinha-se o pobre contacto social com os colegas de turma ou da escola; a falta de suporte emocional que os ajude a lidar com o fracasso ou com o insucesso; a necessidade de aprender coisas novas; de haver maior flexibilização do tempo para a realização de tarefas e de haver um maior controlo na linguagem utilizada em sala de aula, tanto pelos colegas como pelo professor. Pretende-se, a partir dos dados obtidos, sensibilizar para uma outra necessidade – a de pensar a escola, em especial os termos que estipulam um currículo homogéneo, menosprezando as capacidades e interesses daqueles que a frequentam.