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Exploring the hypothalamus as a novel neurogenic niche in adult mice

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Resumo:Desde o final do século XX, a neurogénese adulta (NA), isto é, a formação de novos neurónios na fase adulta em regiões do sistema nervoso central (SNC), tem vindo a ser demonstrada em diversos mamíferos incluindo em modelos animais e humanos. Este fenómeno ocorre em nichos neurogénicos, sendo considerados os nichos clássicos: a zona sub-granular do giro dentado (GD) no hipocampo e a zona subventricular dos ventrículos laterais. Os nichos neurogénicos consistem em microambientes especializados que possuem as características necessárias à manutenção de uma população de células estaminais neurais (CENs) multipotentes. As CENs, munidas da capacidade de proliferação, migração e diferenciação em neurónios ou células da glia (astrócitos e oligodendrócitos), constituem uma importante fonte de neuroplasticidade, regulada por estímulos fisiológicos (e.g.: enriquecimento ambiental, exercício físico e metabolismo) e patológicos (e.g.: stress crónico, inflamação). Existem estudos que sugerem uma relação entre a NA e a fisiopatologia de diversas doenças neurológicas (e.g.: doença vascular cerebral, doença de Alzheimer, doença de Parkinson, epilepsia) e perturbações psiquiátricas (e.g.: ansiedade, depressão). O estudo do papel da NA na fisiopatologia destas patologias possibilitará o desenvolvimento de novas terapêuticas que poderão ser utilizadas no seu tratamento, nomeadamente através da manipulação farmacológica de CENs endógenas. O número de estudos que documentam a existência de NA noutras regiões do SNC, chamados nichos não convencionais, tem vindo a aumentar, o que sugere que este fenómeno poderá não ser limitado ao GD e à zona subventricular. Destacam-se o hipotálamo, a amígdala, o corpo estriado, o neocórtex, a substantia nigra e o cerebelo. Entre estes, o hipotálamo tem recebido mais atenção, sendo cada vez mais aceite como um nicho neurogénico, devido à quantidade crescente de evidência científica nesse sentido. O hipotálamo é uma pequena região do SNC localizada na área adjacente à porção ventral do terceiro ventrículo, sendo constituído por uma rede de núcleos. Através da integração de sinais periféricos provenientes do organismo e do ambiente externo, o hipotálamo funciona como um regulador homeostático central de funções fisiológicas e
Autores principais:Nunes, Joana Correia
Assunto:Neurogénese adulta Células estaminais neurais Hipotálamo Exercício físico voluntário Enriquecimento ambiental
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Desde o final do século XX, a neurogénese adulta (NA), isto é, a formação de novos neurónios na fase adulta em regiões do sistema nervoso central (SNC), tem vindo a ser demonstrada em diversos mamíferos incluindo em modelos animais e humanos. Este fenómeno ocorre em nichos neurogénicos, sendo considerados os nichos clássicos: a zona sub-granular do giro dentado (GD) no hipocampo e a zona subventricular dos ventrículos laterais. Os nichos neurogénicos consistem em microambientes especializados que possuem as características necessárias à manutenção de uma população de células estaminais neurais (CENs) multipotentes. As CENs, munidas da capacidade de proliferação, migração e diferenciação em neurónios ou células da glia (astrócitos e oligodendrócitos), constituem uma importante fonte de neuroplasticidade, regulada por estímulos fisiológicos (e.g.: enriquecimento ambiental, exercício físico e metabolismo) e patológicos (e.g.: stress crónico, inflamação). Existem estudos que sugerem uma relação entre a NA e a fisiopatologia de diversas doenças neurológicas (e.g.: doença vascular cerebral, doença de Alzheimer, doença de Parkinson, epilepsia) e perturbações psiquiátricas (e.g.: ansiedade, depressão). O estudo do papel da NA na fisiopatologia destas patologias possibilitará o desenvolvimento de novas terapêuticas que poderão ser utilizadas no seu tratamento, nomeadamente através da manipulação farmacológica de CENs endógenas. O número de estudos que documentam a existência de NA noutras regiões do SNC, chamados nichos não convencionais, tem vindo a aumentar, o que sugere que este fenómeno poderá não ser limitado ao GD e à zona subventricular. Destacam-se o hipotálamo, a amígdala, o corpo estriado, o neocórtex, a substantia nigra e o cerebelo. Entre estes, o hipotálamo tem recebido mais atenção, sendo cada vez mais aceite como um nicho neurogénico, devido à quantidade crescente de evidência científica nesse sentido. O hipotálamo é uma pequena região do SNC localizada na área adjacente à porção ventral do terceiro ventrículo, sendo constituído por uma rede de núcleos. Através da integração de sinais periféricos provenientes do organismo e do ambiente externo, o hipotálamo funciona como um regulador homeostático central de funções fisiológicas e