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Benavente: o seu papel no combate ao paludismo em Portugal: 1931-1934

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O paludismo é uma doença parasitária potencialmente mortal transmitida por mosquitos. Durante algum tempo pensou-se que a doença estava associada a terrenos pantanosos fétidos, donde o nome mala ária (mau ar) provinha. Em 1880, cientistas descobriram a verdadeira causa do paludismo um parasita unicelular denominado plasmodium. Mais tarde descobriram que tal parasita é transmitido de uma pessoa para outra através da picadela do mosquito fêmea do género Anopheles que necessita de sangue para os seus ovos. A partir de 1930, com o objectivo de fazer cumprir a legislação publicada, são criadas localmente as Comissões Sezonáticas, que em determinado período do ano procediam ao rastreio dos infectados. Assim, espalhadas por todo o país encontrávamos Estações e Postos Anti-Sezonáticos particularmente: Pocinho, Montemor-O-Velho, Soure, Idanha a Nova, Ponte de Sôr, Azambuja, Benavente, Setúbal e Alcácer do sal. Muitas destas zonas encontravam-se associadas à cultura do arroz também esta relacionada à proliferação desta maleita. Perante esta situação, em 1931 o concelho de Benavente, constituído por cerca de 8829 habitantes, é premiado com a instalação no Hospital da vila de uma Estação Anti-Sezonática que, conforme nos comprovam os registos, procedia ao rastreio do paludismo não só no próprio concelho mas também no concelho vizinho, Salvaterra de Magos. A partir de 1938 cabe aos Serviços de Higiene Rural e Defesa Anti-Sezonática (S.N.A.P.) o combate ao paludismo em Portugal.
Autores principais:Ferreira, Sandra José Ricardo
Assunto:Paludismo Benavente (Santarém, Portugal) - História - séc.20 Teses de mestrado - 2008
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O paludismo é uma doença parasitária potencialmente mortal transmitida por mosquitos. Durante algum tempo pensou-se que a doença estava associada a terrenos pantanosos fétidos, donde o nome mala ária (mau ar) provinha. Em 1880, cientistas descobriram a verdadeira causa do paludismo um parasita unicelular denominado plasmodium. Mais tarde descobriram que tal parasita é transmitido de uma pessoa para outra através da picadela do mosquito fêmea do género Anopheles que necessita de sangue para os seus ovos. A partir de 1930, com o objectivo de fazer cumprir a legislação publicada, são criadas localmente as Comissões Sezonáticas, que em determinado período do ano procediam ao rastreio dos infectados. Assim, espalhadas por todo o país encontrávamos Estações e Postos Anti-Sezonáticos particularmente: Pocinho, Montemor-O-Velho, Soure, Idanha a Nova, Ponte de Sôr, Azambuja, Benavente, Setúbal e Alcácer do sal. Muitas destas zonas encontravam-se associadas à cultura do arroz também esta relacionada à proliferação desta maleita. Perante esta situação, em 1931 o concelho de Benavente, constituído por cerca de 8829 habitantes, é premiado com a instalação no Hospital da vila de uma Estação Anti-Sezonática que, conforme nos comprovam os registos, procedia ao rastreio do paludismo não só no próprio concelho mas também no concelho vizinho, Salvaterra de Magos. A partir de 1938 cabe aos Serviços de Higiene Rural e Defesa Anti-Sezonática (S.N.A.P.) o combate ao paludismo em Portugal.