Publicação
Jerusalém e jogos de dois níveis:posições de Israel e Palestina no período 2005-2019 e influência das pressões internas e externas sobre os decisores
| Resumo: | O Estatuto de Jerusalém é um dos principais problemas que não foi resolvido ao longo da história do conflito entre Israel e a Palestina. O objetivo desta tese é analisar as mudanças nas posições dos negociadores israelitas e palestinianos e dos constituintes domésticos de ambas as partes em relação ao estatuto de Jerusalém. Foi usada a abordagem teórica de jogos de dois níveis, cujo argumento basilar é de que o negociador procura obter um acordo que seja atrativo para os seus constituintes domésticos. No caso de Israel foi escolhida a opinião pública e o Knesset e no caso da Palestina a opinião pública e o partido Fatah como constituintes internos. Foram analisados os win-sets de cada lado e a forma como estes moldaram as negociações. Foram consideradas as pressões externas dos EUA e da Liga Árabe nos negociadores e seus constituintes. Foi feita a pesquisa documental extensiva da literatura, artigos de jornais de notícias, discursos políticos, relatórios das negociações e estudos da opinião pública. Foi encontrado que durante o processo de paz de Annapolis ambas as partes tiveram maiores hipóteses de se comprometerem em relação a Jerusalém Oriental. A coligação governamental israelita apontava mais para o centro do espectro político, e o público de ambos os lados estava mais disposto a assumir compromissos sobre Jerusalém Oriental. Com a subida de Netanyahu ao poder e a formação das sucessivas coligações governamentais da direita, para Israel não seria possível aceitar compromissos em relação à cidade. O apoio público aos compromissos sobre Jerusalém dos dois lados decresceu ao longo dos anos. O lado palestiniano, apesar de manter a posição constante – estabelecimento da soberania palestiniana sobre os territórios ocupados por Israel desde 1967, acabaria por estar mais disposto a assumir compromissos sobre Jerusalém Oriental. |
|---|---|
| Autores principais: | Shchomak, Omelyan |
| Assunto: | Jerusalém Jogos de dois níveis Win-Set Knesset Fatah Opinião pública Jerusalem Two level games Win-Set Knesset Fatah Public opinion |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O Estatuto de Jerusalém é um dos principais problemas que não foi resolvido ao longo da história do conflito entre Israel e a Palestina. O objetivo desta tese é analisar as mudanças nas posições dos negociadores israelitas e palestinianos e dos constituintes domésticos de ambas as partes em relação ao estatuto de Jerusalém. Foi usada a abordagem teórica de jogos de dois níveis, cujo argumento basilar é de que o negociador procura obter um acordo que seja atrativo para os seus constituintes domésticos. No caso de Israel foi escolhida a opinião pública e o Knesset e no caso da Palestina a opinião pública e o partido Fatah como constituintes internos. Foram analisados os win-sets de cada lado e a forma como estes moldaram as negociações. Foram consideradas as pressões externas dos EUA e da Liga Árabe nos negociadores e seus constituintes. Foi feita a pesquisa documental extensiva da literatura, artigos de jornais de notícias, discursos políticos, relatórios das negociações e estudos da opinião pública. Foi encontrado que durante o processo de paz de Annapolis ambas as partes tiveram maiores hipóteses de se comprometerem em relação a Jerusalém Oriental. A coligação governamental israelita apontava mais para o centro do espectro político, e o público de ambos os lados estava mais disposto a assumir compromissos sobre Jerusalém Oriental. Com a subida de Netanyahu ao poder e a formação das sucessivas coligações governamentais da direita, para Israel não seria possível aceitar compromissos em relação à cidade. O apoio público aos compromissos sobre Jerusalém dos dois lados decresceu ao longo dos anos. O lado palestiniano, apesar de manter a posição constante – estabelecimento da soberania palestiniana sobre os territórios ocupados por Israel desde 1967, acabaria por estar mais disposto a assumir compromissos sobre Jerusalém Oriental. |
|---|