Publicação
Revisão da aplicação do óleo de silicone na cirurgia vítreo-retiniana e casuística do Serviço de Oftalmologia do Hospital de Santa Maria
| Resumo: | Introdução: O óleo de silicone foi utilizado pela primeira vez em doentes com descolamento da retina grave com proliferação vítreo-retiniana, verificando-se um alargamento das suas indicações nas últimas décadas. O óleo de silicone não é isento de complicações e as suas propriedades físicas e químicas devem ser bem conhecidas pelos cirurgiões, a fim de determinar qual a substância mais apropriada. O objetivo deste trabalho é avaliar os resultados anatómicos e as complicações resultantes do uso de óleo de silicone na cirurgia vítreo-retiniana, no Serviço de Oftalmologia do Hospital de Santa Maria, ao realizar uma revisão da casuística do mesmo. Métodos: Estudo retrospetivo dos processos clínicos de 113 doentes submetidos a cirurgia vítreo-retiniana com tamponamento com óleo de silicone, entre Outubro de 2013 e Julho de 2018. Foram levantados dados demográficos, cirúrgicos e peri-operatórios, a partir dos livros de registo cirúrgico e processos eletrónicos. O outcome primário foi o sucesso anatómico aos seis meses, após remoção do óleo de silicone. Os outcomes secundários incluíram o registo das complicações observadas. Resultados: Foram incluídos 113 doentes, submetidos a 122 cirurgias, com idade média de 59,1 ± 18,0 anos, durante um período de follow-up médio de 21,1 ± 14,0 meses. Verificou-se sucesso anatómico em 40 dos 48 doentes que removeram o óleo de silicone (83,3%). As principais complicações observadas foram o redescolamento da retina (22,1%), o desenvolvimento de hipertensão ocular (18%), e silicone na câmara anterior (22,1%). Nos doentes em que se mostrou necessário o seu uso, o número de antihipertensores foi em média de 2,3 por doente. Conclusões: O sucesso anatómico, as indicações cirúrgicas e as complicações observadas neste grupo de doentes coincidem com o que se observa na literatura atual, com exceção do desenvolvimento de cataratas, que foi inferior ao verificado na literatura. |
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| Autores principais: | Negrão, Maria Luísa Pereira Soares Landeiro |
| Assunto: | Óleo de silicone Cirurgia vítreo-retiniana Descolamento da retina Sucesso anatómico Oftalmologia |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: O óleo de silicone foi utilizado pela primeira vez em doentes com descolamento da retina grave com proliferação vítreo-retiniana, verificando-se um alargamento das suas indicações nas últimas décadas. O óleo de silicone não é isento de complicações e as suas propriedades físicas e químicas devem ser bem conhecidas pelos cirurgiões, a fim de determinar qual a substância mais apropriada. O objetivo deste trabalho é avaliar os resultados anatómicos e as complicações resultantes do uso de óleo de silicone na cirurgia vítreo-retiniana, no Serviço de Oftalmologia do Hospital de Santa Maria, ao realizar uma revisão da casuística do mesmo. Métodos: Estudo retrospetivo dos processos clínicos de 113 doentes submetidos a cirurgia vítreo-retiniana com tamponamento com óleo de silicone, entre Outubro de 2013 e Julho de 2018. Foram levantados dados demográficos, cirúrgicos e peri-operatórios, a partir dos livros de registo cirúrgico e processos eletrónicos. O outcome primário foi o sucesso anatómico aos seis meses, após remoção do óleo de silicone. Os outcomes secundários incluíram o registo das complicações observadas. Resultados: Foram incluídos 113 doentes, submetidos a 122 cirurgias, com idade média de 59,1 ± 18,0 anos, durante um período de follow-up médio de 21,1 ± 14,0 meses. Verificou-se sucesso anatómico em 40 dos 48 doentes que removeram o óleo de silicone (83,3%). As principais complicações observadas foram o redescolamento da retina (22,1%), o desenvolvimento de hipertensão ocular (18%), e silicone na câmara anterior (22,1%). Nos doentes em que se mostrou necessário o seu uso, o número de antihipertensores foi em média de 2,3 por doente. Conclusões: O sucesso anatómico, as indicações cirúrgicas e as complicações observadas neste grupo de doentes coincidem com o que se observa na literatura atual, com exceção do desenvolvimento de cataratas, que foi inferior ao verificado na literatura. |
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