Publicação
Modelos paramétricos de escolha discreta aplicados à receita médica e automedicação no continente português
| Resumo: | O comportamento da população adulta portuguesa face à prática de medicação é muito heterogéneo e existem ainda poucos estudos sobre o tema. Empiricamente reconhece-se que a decisão de tomar medicação por receita médica é uma prática que depende tanto do indivíduo que a pratica como do médico que a prescreve e está positivamente associadas a pessoas com problemas de saúde prolongados, a indivíduos em idade avançada ou à existência de lesões graves. Como não foram consideradas as características dos técnicos de saúde neste estudo, supôs-se que não existem diferenças significativas sobre aforma de actuar de cada médico sobre os doentes. No entanto, se existem diferenças, elas são consideradas neste modelo como heterogeneidade não observada. A automedicação está exclusivamente associada ao inquirido e resulta da forma como este encara o risco-beneficio dessa prática. Apesar desta dualidade ser difícil de quantificar pelo analista, é provável que a automedicação esteja relacionada com problemas ligeiros de saúde, como constipações ou dores de cabeça, ao maior ou menor acesso à informação sobre saúde, ou ainda à vontade que o indivíduo tem em poder participar nas decisões quanto ao seu estado. O aumento nos escalões do nível de ensino e a solidão são dois dos factores que estão positivamente relacionados a esta prática. Inversamente, têm-se aprática de exercício físico e regiões como o Alentejo e o Norte, entre outras. Para obter as características associadas às diferentes formas de medicação foram ajustados modelos paramétricos de escolha discreta às variáveis receita médica e automedicação, separadamente e em conjunto. |
|---|---|
| Autores principais: | Silva, Filipa Alexandra Brás da |
| Assunto: | Modelos de Escolha Discreta Logit Logit Sequencial HAL Dogit Medicação Discrete Choice Models Nested Logit Medication |
| Ano: | 2004 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O comportamento da população adulta portuguesa face à prática de medicação é muito heterogéneo e existem ainda poucos estudos sobre o tema. Empiricamente reconhece-se que a decisão de tomar medicação por receita médica é uma prática que depende tanto do indivíduo que a pratica como do médico que a prescreve e está positivamente associadas a pessoas com problemas de saúde prolongados, a indivíduos em idade avançada ou à existência de lesões graves. Como não foram consideradas as características dos técnicos de saúde neste estudo, supôs-se que não existem diferenças significativas sobre aforma de actuar de cada médico sobre os doentes. No entanto, se existem diferenças, elas são consideradas neste modelo como heterogeneidade não observada. A automedicação está exclusivamente associada ao inquirido e resulta da forma como este encara o risco-beneficio dessa prática. Apesar desta dualidade ser difícil de quantificar pelo analista, é provável que a automedicação esteja relacionada com problemas ligeiros de saúde, como constipações ou dores de cabeça, ao maior ou menor acesso à informação sobre saúde, ou ainda à vontade que o indivíduo tem em poder participar nas decisões quanto ao seu estado. O aumento nos escalões do nível de ensino e a solidão são dois dos factores que estão positivamente relacionados a esta prática. Inversamente, têm-se aprática de exercício físico e regiões como o Alentejo e o Norte, entre outras. Para obter as características associadas às diferentes formas de medicação foram ajustados modelos paramétricos de escolha discreta às variáveis receita médica e automedicação, separadamente e em conjunto. |
|---|