Publicação
Formas de habitat suburbano. Tipologias e modelos na área metropolitana de Lisboa
| Resumo: | O carácter atípico dos assentamentos suburbanos e o modo como eles têm vindo a dispersares no território de forma descontínua e fragmentária, tem levado frequentemente a considerá-los territórios de desordem - sem ordem nem estrutura, sem regra nem modelo; por isso, dificilmente legíveis e compreensíveis. Contudo, uma abordagem atenta e informada, com base em levantamentos de campo e análises rigorosas de processos administrativos, permite confirmar a hipótese de que os tecidos suburbanos não são as realidades caóticas ou irracionais que uma experiência aberta identifica. Elegendo, como objecto científico de investigação, a forma urbana associada aos novos padrões de ocupação residencial, resultantes das dinâmicas recentes de urbanização, o presente trabalho explora o argumento de que regra e modelo, enquanto figuras base do processamento do espaço edificado, constituem uma ferramenta (morfológica) importante no reconhecimento da legibilidade e inteligibilidade da forma e estrutura urbanas contemporâneas; contributo fundamental quando está em causa a relação entre dinâmicas morfológicas e políticas públicas. Enquanto a Área Metropolitana de Lisboa acolhe a investigação empírica e enquadra os casos de estudo (limitados aqui aos concelhos de Almada e Odivelas), traça-se uma tipologia exploratória para as formas suburbanas na AML, introduzindo a sistematização e a reflexão espacial que faziam falta à interpretação e leitura destes territórios. Ao esboçar uma narrativa renovada da suburbanização, esta tese tem por objectivo contribuir para uma nova condição de legibilidade e inteligibilidade da forma e espaço urbano contemporâneos. |
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| Autores principais: | Cavaco, Cristina Soares Ribeiro Gomes |
| Assunto: | Subúrbios Forma urbana Regra Método Legibilidade Inteligibiliade Suburbs Urban form Rule Model Legibility Intelligibility |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O carácter atípico dos assentamentos suburbanos e o modo como eles têm vindo a dispersares no território de forma descontínua e fragmentária, tem levado frequentemente a considerá-los territórios de desordem - sem ordem nem estrutura, sem regra nem modelo; por isso, dificilmente legíveis e compreensíveis. Contudo, uma abordagem atenta e informada, com base em levantamentos de campo e análises rigorosas de processos administrativos, permite confirmar a hipótese de que os tecidos suburbanos não são as realidades caóticas ou irracionais que uma experiência aberta identifica. Elegendo, como objecto científico de investigação, a forma urbana associada aos novos padrões de ocupação residencial, resultantes das dinâmicas recentes de urbanização, o presente trabalho explora o argumento de que regra e modelo, enquanto figuras base do processamento do espaço edificado, constituem uma ferramenta (morfológica) importante no reconhecimento da legibilidade e inteligibilidade da forma e estrutura urbanas contemporâneas; contributo fundamental quando está em causa a relação entre dinâmicas morfológicas e políticas públicas. Enquanto a Área Metropolitana de Lisboa acolhe a investigação empírica e enquadra os casos de estudo (limitados aqui aos concelhos de Almada e Odivelas), traça-se uma tipologia exploratória para as formas suburbanas na AML, introduzindo a sistematização e a reflexão espacial que faziam falta à interpretação e leitura destes territórios. Ao esboçar uma narrativa renovada da suburbanização, esta tese tem por objectivo contribuir para uma nova condição de legibilidade e inteligibilidade da forma e espaço urbano contemporâneos. |
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