Publicação

Regresso ao oriente património industrial, natureza e sociedade

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A zona oriental de Lisboa tornou-se, desde finais do século XX, num “cemitério de fábricas”, com a desindustrialização e o abandono do território por parte dos trabalhadores fabris e de alguns habitantes. Vários factores contribuíram para a suburbanização desta área, para a sua segregação e marginalização em relação ao resto da cidade. Aqui proliferam terrenos expectantes, apesar da sua localização privilegiada perto do rio Tejo. O desafio deste Projecto Final de Mestrado é ensaiar uma forma de (re)activar o «Caminho do Oriente». Apostou-se no desenho de novas centralidades ao longo desta via, transformando os núcleos pós-industriais em «espaços-âncora», que acolhem usos contemporâneos adaptados à realidade de Lisboa e permitem devolver a frente ribeirinha à cidade. Com o fim de recuperar o Património Industrial e adaptá-lo à «cidade do futuro», optou-se por intervir no núcleo industrial de Xabregas e estudar o caso da Fábrica de Fiação de Tecidos (vulgo Fábrica da Samaritana). O complexo sócio-cultural proposto é formado por três estruturas, a fábrica e dois edifícios de apoio, que estabelecem a relação dialéctica entre os principais componentes do território: Património, Natureza e Sociedade. A integração no tecido cultural envolvente (Museu do Azulejo, Teatro Ibérico, escola Ar.co), a renaturalização do núcleo como peça do grande sistema ecológico do Vale de Chelas e a recuperação da solidariedade social no local, serviram de mote para as opções projectuais tomadas, a nível de programa e de concepção dos espaços. Considerando as constantes transformações do ambiente urbano, a proposta apresenta meios que facilitam a sua mudança de usos e adaptação às diferentes realidades da urbe, ao longo do tempo. A ideia é manter os “contentores” industriais em permanente utilização e presentes na memória das gerações vindouras.
Autores principais:Nunes, Inês Isabel Guiomar
Assunto:Património industrial Natureza Sociedade Complexo sócio-cultural Revitalização social Industrial heritage Nature Society Socio-cultural complex Social revitalization
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A zona oriental de Lisboa tornou-se, desde finais do século XX, num “cemitério de fábricas”, com a desindustrialização e o abandono do território por parte dos trabalhadores fabris e de alguns habitantes. Vários factores contribuíram para a suburbanização desta área, para a sua segregação e marginalização em relação ao resto da cidade. Aqui proliferam terrenos expectantes, apesar da sua localização privilegiada perto do rio Tejo. O desafio deste Projecto Final de Mestrado é ensaiar uma forma de (re)activar o «Caminho do Oriente». Apostou-se no desenho de novas centralidades ao longo desta via, transformando os núcleos pós-industriais em «espaços-âncora», que acolhem usos contemporâneos adaptados à realidade de Lisboa e permitem devolver a frente ribeirinha à cidade. Com o fim de recuperar o Património Industrial e adaptá-lo à «cidade do futuro», optou-se por intervir no núcleo industrial de Xabregas e estudar o caso da Fábrica de Fiação de Tecidos (vulgo Fábrica da Samaritana). O complexo sócio-cultural proposto é formado por três estruturas, a fábrica e dois edifícios de apoio, que estabelecem a relação dialéctica entre os principais componentes do território: Património, Natureza e Sociedade. A integração no tecido cultural envolvente (Museu do Azulejo, Teatro Ibérico, escola Ar.co), a renaturalização do núcleo como peça do grande sistema ecológico do Vale de Chelas e a recuperação da solidariedade social no local, serviram de mote para as opções projectuais tomadas, a nível de programa e de concepção dos espaços. Considerando as constantes transformações do ambiente urbano, a proposta apresenta meios que facilitam a sua mudança de usos e adaptação às diferentes realidades da urbe, ao longo do tempo. A ideia é manter os “contentores” industriais em permanente utilização e presentes na memória das gerações vindouras.