Publicação
Perceção de autoeficácia parental
| Resumo: | A literatura no domínio da parentalidade evidência a associação entre a autoeficácia parental, o ajustamento psicológico dos pais e filhos, e a colaboração dos pais no processo terapêutico dos filhos. O desenvolvimento de intervenções terapêuticas de promoção das perceções de autoeficácia parental revela-se fundamental na saúde mental dos pais e filhos. No entanto, a investigação desta cognição parental, na população portuguesa, é reduzida. A presente investigação tem como objetivo estudar a autoeficácia parental através da Perceived Parental Self-Efficacy Scale, na população portuguesa, e compreender a sua relação com outras variáveis cognitivas (atribuições parentais acerca do comportamento desadequado dos filhos, Parent Cognition Scale; temperamento da criança, School-Age Temperament Inventory; comportamento da criança, Strength and Difficulties Questionnaire e ajustamento psicológico parental, Brief Symptom Inventory), bem como avaliar o efeito de variáveis sociodemográficas (sexo, profissão e escolaridade dos pais, número de filhos e idade e sexo dos filhos). Um total de 73 pais (17 pais e 56 mães), com 18 ou mais anos, de nacionalidade portuguesa e com pelo menos, um(a) filho(a) com idade entre os 8 e os 12 anos (inclusive), respondeu ao conjunto de questionários acima referidos, em formato online. Os resultados indicam associações significativas negativas entre a autoeficácia parental e as atribuições de responsabilidade à criança e de causalidade aos pais, e positivas entre a autoeficácia parental e o comportamento pró-social do filho, as atribuições de causalidade aos pais e a sintomatologia dos pais, o temperamento da criança e as atribuições de responsabilidade à criança, o temperamento da criança e a sintomatologia dos pais, e entre o temperamento e comportamento de externalização da criança. As atribuições de causalidade aos pais revelaram ser o melhor preditor da autoeficácia parental. Espera-se contribuir para o conhecimento da autoeficácia parental, no contexto português, e para o desenvolvimento de intervenções de promoção da mesma. |
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| Autores principais: | Rossa, Patrícia Alexandra Rega |
| Assunto: | Autoeficácia Crianças Parentalidade Relação pais-filho Teses de mestrado - 2020 |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A literatura no domínio da parentalidade evidência a associação entre a autoeficácia parental, o ajustamento psicológico dos pais e filhos, e a colaboração dos pais no processo terapêutico dos filhos. O desenvolvimento de intervenções terapêuticas de promoção das perceções de autoeficácia parental revela-se fundamental na saúde mental dos pais e filhos. No entanto, a investigação desta cognição parental, na população portuguesa, é reduzida. A presente investigação tem como objetivo estudar a autoeficácia parental através da Perceived Parental Self-Efficacy Scale, na população portuguesa, e compreender a sua relação com outras variáveis cognitivas (atribuições parentais acerca do comportamento desadequado dos filhos, Parent Cognition Scale; temperamento da criança, School-Age Temperament Inventory; comportamento da criança, Strength and Difficulties Questionnaire e ajustamento psicológico parental, Brief Symptom Inventory), bem como avaliar o efeito de variáveis sociodemográficas (sexo, profissão e escolaridade dos pais, número de filhos e idade e sexo dos filhos). Um total de 73 pais (17 pais e 56 mães), com 18 ou mais anos, de nacionalidade portuguesa e com pelo menos, um(a) filho(a) com idade entre os 8 e os 12 anos (inclusive), respondeu ao conjunto de questionários acima referidos, em formato online. Os resultados indicam associações significativas negativas entre a autoeficácia parental e as atribuições de responsabilidade à criança e de causalidade aos pais, e positivas entre a autoeficácia parental e o comportamento pró-social do filho, as atribuições de causalidade aos pais e a sintomatologia dos pais, o temperamento da criança e as atribuições de responsabilidade à criança, o temperamento da criança e a sintomatologia dos pais, e entre o temperamento e comportamento de externalização da criança. As atribuições de causalidade aos pais revelaram ser o melhor preditor da autoeficácia parental. Espera-se contribuir para o conhecimento da autoeficácia parental, no contexto português, e para o desenvolvimento de intervenções de promoção da mesma. |
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