Detalhes bibliográficos
| Resumo: | A contabilidade pode ser compreendida como uma construção social mediada pelo processo político econômico, possuindo uma função social. Os riscos climáticos possuem consequências sociais, econômicas e ambientais em escala planetária. Os holofotes sobre os riscos climáticos foram ampliados a partir das manifestações de apoio de organismos internacionais tais como World Economic Fórum e a OECD. Desde então, as discussões sobre a normatização do reporte dos riscos climáticos veem avolumando-se. Este ensaio teve como objetivo discutir os posicionamentos teóricos diante normatização contábil dos riscos climáticos por parte do IASB e sua atuação no pressuposto do interesse público. A metodologia se ancora nos preceitos do ensaio teórico e para tanto trouxe as Teorias da Regulação e a Teoria Crítica como contraponto ao debate. Constatamos relações entre as teorias do Interesse Público e Teoria dos Grupos de Interesse com a Teoria Crítica em aspectos que tangenciam a normatização. Concluímos que embora a normatização por si não seja a resposta definitiva em função dos conflitos que a circundam, é possível que seja necessária a intervenção regulatória, pois as implicações dos riscos podem ameaçar a estabilidade financeira, a manutenção dos sistemas que sustentam a vida e a democracia. |
| Autores principais: | Sardeiro, Luciana da Silva Moraes |
| Outros Autores: | Bilhim, João Abreu de Faria |
| Assunto: | Normatização Contábil, Interesse Público, Riscos Climáticos, Riscos Ambientais. |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |