Publicação
Fitoplâncton das albufeiras do Divôr, Monte Novo e Pêgo do Altar: contribuição para o estudo da qualidade da água
| Resumo: | Com o aumento da população humana a utilização da água doce aumenta. segundo uma curva exponencial. Devido a este facto, a água doce representa um recurso limitado. Ao longo dos anos, devido à utilização de pesticídas e adubos na exploração agro-pecuária e aos efluentes domésticos e industriais, as massas de água têm vindo a receber uma carga excessiva de material sólido, de matéria orgânica e de nutrientes, em particular, de azoto e fósforo que conduzem ao processo de eutrofização com progressiva deterioração da qualidade da água. Deste modo, é essencial preservar a qualidade das massas de água, através da sua monitorização. A classificação do “estado ecológico” é efectuada com recurso a indicadores de qualidade hidromorfológica, físico-química e biológica. O fitoplâncton é um dos indicadores de qualidade biológica utilizado na classificação do estado ecológico dos Lagos e massas de água fortemente modificados – Albufeiras. Segundo a Directiva Quadro da Água, a avaliação da qualidade ecológica deve ser feita com base no estudo da comunidade fitoplanctónica, nomeadamente no que refere a biomassa, a composição e abundância e a intensidade e frequência de florescências fitoplanctónicas (blooms). Este trabalho contemplou o estudo da comunidade de fitoplâncton em três albufeiras do Alentejo, Divor, Monte Novo e Pêgo do Altar, através da sua análise qualitativa e quantitativa, de modo a contribuir para uma avaliação da qualidade das suas massas de água. Pretendeu-se ainda estabelecer uma comparação entre os resultados obtidos neste trabalho e os de estudos efectuados pelo IPIMAR nestas mesmas albufeiras. Os resultados revelaram que as Cyanobacteria foram o grupo dominante no fitoplâncton das três albufeiras estudadas. A comparação com resultados de estudos anteriores revela que os grupos das Cyanobacteria e das Chlorophyceae, continuam a ser os mais representativos do fitoplâncton, nestas albufeiras. Verificou-se ainda a ocorrência de espécies de Cyanobacteria potencialmente tóxicas, em duas das albufeiras: no Divor observou-se a presença de Microcystis aeruginosa e no Pêgo do Altar, um "bloom" de Aphanizomenon flos-aquae. Em todas as albufeiras se registaram espécies que não tinham sido observadas anteriormente, pertencendo na sua grande maioria às Chlorophyceae. Com base nos valores de biomassa e Disco de Secchi encontrados poder-se-á classificar o Divor e o Pêgo do Altar como sistemas eutróficos e o Monte Novo no limite superior de Mesotrofia. |
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| Autores principais: | Viegas, Vera Lúcia dos Reis, 1983- |
| Assunto: | Ecossistemas aquáticos Qualidade da água Fitoplâncton Albufeira do Divor - Portugal Monte Novo - Portugall Pêgo do Altar - Portuga |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Com o aumento da população humana a utilização da água doce aumenta. segundo uma curva exponencial. Devido a este facto, a água doce representa um recurso limitado. Ao longo dos anos, devido à utilização de pesticídas e adubos na exploração agro-pecuária e aos efluentes domésticos e industriais, as massas de água têm vindo a receber uma carga excessiva de material sólido, de matéria orgânica e de nutrientes, em particular, de azoto e fósforo que conduzem ao processo de eutrofização com progressiva deterioração da qualidade da água. Deste modo, é essencial preservar a qualidade das massas de água, através da sua monitorização. A classificação do “estado ecológico” é efectuada com recurso a indicadores de qualidade hidromorfológica, físico-química e biológica. O fitoplâncton é um dos indicadores de qualidade biológica utilizado na classificação do estado ecológico dos Lagos e massas de água fortemente modificados – Albufeiras. Segundo a Directiva Quadro da Água, a avaliação da qualidade ecológica deve ser feita com base no estudo da comunidade fitoplanctónica, nomeadamente no que refere a biomassa, a composição e abundância e a intensidade e frequência de florescências fitoplanctónicas (blooms). Este trabalho contemplou o estudo da comunidade de fitoplâncton em três albufeiras do Alentejo, Divor, Monte Novo e Pêgo do Altar, através da sua análise qualitativa e quantitativa, de modo a contribuir para uma avaliação da qualidade das suas massas de água. Pretendeu-se ainda estabelecer uma comparação entre os resultados obtidos neste trabalho e os de estudos efectuados pelo IPIMAR nestas mesmas albufeiras. Os resultados revelaram que as Cyanobacteria foram o grupo dominante no fitoplâncton das três albufeiras estudadas. A comparação com resultados de estudos anteriores revela que os grupos das Cyanobacteria e das Chlorophyceae, continuam a ser os mais representativos do fitoplâncton, nestas albufeiras. Verificou-se ainda a ocorrência de espécies de Cyanobacteria potencialmente tóxicas, em duas das albufeiras: no Divor observou-se a presença de Microcystis aeruginosa e no Pêgo do Altar, um "bloom" de Aphanizomenon flos-aquae. Em todas as albufeiras se registaram espécies que não tinham sido observadas anteriormente, pertencendo na sua grande maioria às Chlorophyceae. Com base nos valores de biomassa e Disco de Secchi encontrados poder-se-á classificar o Divor e o Pêgo do Altar como sistemas eutróficos e o Monte Novo no limite superior de Mesotrofia. |
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