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Caracterização da contaminação do solo através da utilização de técnicas de magnetismo ambiental: exemplo da Central Termoelétrica do Ribatejo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A contaminação do solo resultante das emissões atmosféricas das actividades industriais representa um grande problema para o manejo do solo, para a qualidade dos recursos hídricos e da agricultura. Neste estudo, foi analisada a contaminação de solos localizados perto da Central Termoelétrica do Ribatejo, Carregado, Portugal. Parte da poluição produzida pela combustão das Centrais Termoelétricas inclui partículas ferrimagnéticas. Como tal, o estudo das propriedades magnéticas dos solos pode fornecer importantes pistas na deteção de partículas poluentes. Foram utilizados métodos magnéticos, nomeadamente, suscetibilidade magnética específica de massa (χ), suscetibilidade magnética dependente da frequência (Kfd), curvas de magnetização remanescente isotérmica (IRM) e curvas de reversão de 1ª ordem (diagramas FORC). Os dados magnéticos obtidos foram complementados com dados geoquímicos tendo sido analisados os elementos maiores e traço por espectrometria de fluorescência de raios-x (XRFS). Os locais em estudo correspondem a solos agrícolas utilizados, principalmente, para o cultivo de arroz e tomate. Foram amostrados 14 locais, preferencialmente, na área a Oeste da Central por esta ser a direção dominante do vento nesta região. Os dados magnéticos revelaram uma forte contribuição da magnetite de origem pedogénica, de concentração crescente da base para o topo do perfil VC1. Por outro lado, os dados geoquímicos não revelaram contaminação dos solos próximos à Central Termoelétrica do Ribatejo, de acordo com os valores-limite (VL) estipulados pela legislação portuguesa. Porém, os metais pesados Zn, Cr, Ni, Pb, V, As e Cu apresentaram valores de concentração crescente coincidentes com a variação da magnetite. Isto sugere a possibilidade de existirem algumas partículas de origem antropogénica associadas às partículas de magnetite de origem pedogénica.
Autores principais:Mendes, Ana Rita Braga
Assunto:Contaminação do solo Magnetismo Ambiental Central Termoeléctrica do Ribatejo Teses de mestrado - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A contaminação do solo resultante das emissões atmosféricas das actividades industriais representa um grande problema para o manejo do solo, para a qualidade dos recursos hídricos e da agricultura. Neste estudo, foi analisada a contaminação de solos localizados perto da Central Termoelétrica do Ribatejo, Carregado, Portugal. Parte da poluição produzida pela combustão das Centrais Termoelétricas inclui partículas ferrimagnéticas. Como tal, o estudo das propriedades magnéticas dos solos pode fornecer importantes pistas na deteção de partículas poluentes. Foram utilizados métodos magnéticos, nomeadamente, suscetibilidade magnética específica de massa (χ), suscetibilidade magnética dependente da frequência (Kfd), curvas de magnetização remanescente isotérmica (IRM) e curvas de reversão de 1ª ordem (diagramas FORC). Os dados magnéticos obtidos foram complementados com dados geoquímicos tendo sido analisados os elementos maiores e traço por espectrometria de fluorescência de raios-x (XRFS). Os locais em estudo correspondem a solos agrícolas utilizados, principalmente, para o cultivo de arroz e tomate. Foram amostrados 14 locais, preferencialmente, na área a Oeste da Central por esta ser a direção dominante do vento nesta região. Os dados magnéticos revelaram uma forte contribuição da magnetite de origem pedogénica, de concentração crescente da base para o topo do perfil VC1. Por outro lado, os dados geoquímicos não revelaram contaminação dos solos próximos à Central Termoelétrica do Ribatejo, de acordo com os valores-limite (VL) estipulados pela legislação portuguesa. Porém, os metais pesados Zn, Cr, Ni, Pb, V, As e Cu apresentaram valores de concentração crescente coincidentes com a variação da magnetite. Isto sugere a possibilidade de existirem algumas partículas de origem antropogénica associadas às partículas de magnetite de origem pedogénica.