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Comparação ecográfica do grau de atelectasia pulmonar em cães ventilados mecanicamente com e sem recurso a pressão expiratória final positiva : estudo piloto

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A formação de atelectasia pulmonar durante a anestesia geral pode levar ao desenvolvimento de hipoxemia intraoperatória. Nos últimos anos, a investigação clínica na área da ventilação mecânica tem evoluído, visando melhorar a prevenção e tratamento da atelectasia perioperatória. No entanto, o diagnóstico desta patologia, idealmente realizado por tomografia computorizada, não é exequível na prática clínica, tendo a ecografia pulmonar surgido como uma alternativa em Medicina Humana. Neste sentido, o presente estudo teve como principais objetivos avaliar a praticabilidade da utilização da ecografia durante a anestesia geral e período de recobro, descrever os sinais ecográficos presentes e estudar o efeito de uma pressão expiratória final positiva (PEEP) baixa no desenvolvimento de atelectasia. Foi realizado um estudo clínico piloto, não randomizado, em cães anestesiados para realização de ressonância magnética (RM) em decúbito dorsal. Dos 15 cães incluídos no estudo, 6 foram ventilados com uma PEEP de 4 cmH2O durante toda a anestesia e 9 foram ventilados sem PEEP. Foram realizadas ecografias pulmonares após a indução da anestesia, no fim do exame de RM e 15 minutos após a chegada ao recobro. De forma a avaliar o grau de atelectasia, foi utilizada uma escala ecográfica semiquantitativa, adaptada de Medicina Humana. Em ambos os grupos foram observados sinais ecográficos sugestivos de atelectasia, nomeadamente a presença de 3 ou mais linhas B por quadrante pulmonar, pequenas consolidações subpleurais e consolidações subpleurais múltiplas separadas por uma linha pleural irregular. No período de recobro, foi observada a resolução da maioria das alterações ecográficas. As pontuações obtidas foram baixas em todos os momentos, indicando uma perda mínima da aeração pulmonar. Não foi observada uma diferença significativa entre as pontuações ecográficas dos cães ventilados com e sem recurso a PEEP. Este estudo demonstrou a praticabilidade da ecografia pulmonar como método de avaliação e monitorização da aeração pulmonar durante a anestesia geral e período de recobro no cão. Ambas as estratégias de ventilação resultaram numa perda mínima de aeração, sendo que a utilização de 4 cmH2O de PEEP não reduziu a formação de atelectasia durante a anestesia geral
Autores principais:Santos, Beatriz Fazendeiro Braz dos
Assunto:Atelectasia Anestesia Pressão expiratória final positiva Ecografia pulmonar Cão Atelectasis Anaesthesia Positive end-expiratory pressure Lung ultrasonography Dog
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A formação de atelectasia pulmonar durante a anestesia geral pode levar ao desenvolvimento de hipoxemia intraoperatória. Nos últimos anos, a investigação clínica na área da ventilação mecânica tem evoluído, visando melhorar a prevenção e tratamento da atelectasia perioperatória. No entanto, o diagnóstico desta patologia, idealmente realizado por tomografia computorizada, não é exequível na prática clínica, tendo a ecografia pulmonar surgido como uma alternativa em Medicina Humana. Neste sentido, o presente estudo teve como principais objetivos avaliar a praticabilidade da utilização da ecografia durante a anestesia geral e período de recobro, descrever os sinais ecográficos presentes e estudar o efeito de uma pressão expiratória final positiva (PEEP) baixa no desenvolvimento de atelectasia. Foi realizado um estudo clínico piloto, não randomizado, em cães anestesiados para realização de ressonância magnética (RM) em decúbito dorsal. Dos 15 cães incluídos no estudo, 6 foram ventilados com uma PEEP de 4 cmH2O durante toda a anestesia e 9 foram ventilados sem PEEP. Foram realizadas ecografias pulmonares após a indução da anestesia, no fim do exame de RM e 15 minutos após a chegada ao recobro. De forma a avaliar o grau de atelectasia, foi utilizada uma escala ecográfica semiquantitativa, adaptada de Medicina Humana. Em ambos os grupos foram observados sinais ecográficos sugestivos de atelectasia, nomeadamente a presença de 3 ou mais linhas B por quadrante pulmonar, pequenas consolidações subpleurais e consolidações subpleurais múltiplas separadas por uma linha pleural irregular. No período de recobro, foi observada a resolução da maioria das alterações ecográficas. As pontuações obtidas foram baixas em todos os momentos, indicando uma perda mínima da aeração pulmonar. Não foi observada uma diferença significativa entre as pontuações ecográficas dos cães ventilados com e sem recurso a PEEP. Este estudo demonstrou a praticabilidade da ecografia pulmonar como método de avaliação e monitorização da aeração pulmonar durante a anestesia geral e período de recobro no cão. Ambas as estratégias de ventilação resultaram numa perda mínima de aeração, sendo que a utilização de 4 cmH2O de PEEP não reduziu a formação de atelectasia durante a anestesia geral