Publicação
Distribuição de proximidade de medicamentos de uso hospitalar em Portugal
| Resumo: | No contexto da Pandemia COVID-19, e a fim de limitar deslocações e contactos sociais, os Serviços Farmacêuticos Hospitalares ficaram habilitados a, para além da dispensa presencial, realizar a dispensa de medicamentos hospitalares de ambulatório, de acordo com 3 modalidades: modelos pré-existentes de acesso de proximidade, Dispensa em Proximidade (DP) na Farmácia Comunitária (FC) ou no domicílio do doente. Após o Estado de Emergência, foi decidido que estes medicamentos podiam, a pedido do utente, continuar a ser dispensados nas FC, ou no seu domicílio, enquanto a situação epidemiológica o justificasse. Tendo sido verificados os benefícios da aplicação deste Serviço em Portugal, é agora importante analisar a experiência vivida por parte das FC aderentes, de forma a considerar e valorizar expetativas, e também necessidades concretas, para que se possam tomar decisões políticas com base na evidência. Uma das dimensões a estudar será a avaliação do conceito “willingness to be paid” por parte das FC, se submetidas a este conceito de DP. Foi realizado um estudo transversal em que foram contactadas 300 Farmácias que constituem a rede de Farmácias Elo Farma, tendo sido obtida uma taxa de resposta de 35,7%. O estudo teve início em outubro de 2021, tendo sido obtidas respostas entre dia 11 de outubro de 2021 e 7 de março de 2022. Foi manifestada a necessidade de melhorar este Serviço, no que toca, por exemplo, à simplificação de aspetos burocráticos e a articulação entre entidades. Finalmente foi colocada a questão em relação à quantia, em Euros (€), que a FC deveria receber do Governo ao assegurar este serviço de entrega/seguimento de um doente/mês. O valor mais escolhido foi de 10€ (28,3%) seguido do valor de 5€ (25,8%), tendo sido obtida uma média de 12,6€ e uma mediana de 10€. A alteração do modo de dispensa de medicação para a FC poderá promover o melhor acesso ao medicamento e maior comodidade ao próprio utente. Para 2023, está previsto no Orçamento de Estado (OE) o investimento na implementação de sistemas de acesso de proximidade, pelo que é necessário avaliar o pagamento deste Serviço ao Farmacêutico Comunitário. |
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| Autores principais: | Henriques, Mariana Vilaça |
| Assunto: | Proximidade Farmácia comunitária Medicamentos Willingness to be paid Mestrado Integrado - 2023 |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | No contexto da Pandemia COVID-19, e a fim de limitar deslocações e contactos sociais, os Serviços Farmacêuticos Hospitalares ficaram habilitados a, para além da dispensa presencial, realizar a dispensa de medicamentos hospitalares de ambulatório, de acordo com 3 modalidades: modelos pré-existentes de acesso de proximidade, Dispensa em Proximidade (DP) na Farmácia Comunitária (FC) ou no domicílio do doente. Após o Estado de Emergência, foi decidido que estes medicamentos podiam, a pedido do utente, continuar a ser dispensados nas FC, ou no seu domicílio, enquanto a situação epidemiológica o justificasse. Tendo sido verificados os benefícios da aplicação deste Serviço em Portugal, é agora importante analisar a experiência vivida por parte das FC aderentes, de forma a considerar e valorizar expetativas, e também necessidades concretas, para que se possam tomar decisões políticas com base na evidência. Uma das dimensões a estudar será a avaliação do conceito “willingness to be paid” por parte das FC, se submetidas a este conceito de DP. Foi realizado um estudo transversal em que foram contactadas 300 Farmácias que constituem a rede de Farmácias Elo Farma, tendo sido obtida uma taxa de resposta de 35,7%. O estudo teve início em outubro de 2021, tendo sido obtidas respostas entre dia 11 de outubro de 2021 e 7 de março de 2022. Foi manifestada a necessidade de melhorar este Serviço, no que toca, por exemplo, à simplificação de aspetos burocráticos e a articulação entre entidades. Finalmente foi colocada a questão em relação à quantia, em Euros (€), que a FC deveria receber do Governo ao assegurar este serviço de entrega/seguimento de um doente/mês. O valor mais escolhido foi de 10€ (28,3%) seguido do valor de 5€ (25,8%), tendo sido obtida uma média de 12,6€ e uma mediana de 10€. A alteração do modo de dispensa de medicação para a FC poderá promover o melhor acesso ao medicamento e maior comodidade ao próprio utente. Para 2023, está previsto no Orçamento de Estado (OE) o investimento na implementação de sistemas de acesso de proximidade, pelo que é necessário avaliar o pagamento deste Serviço ao Farmacêutico Comunitário. |
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