Publicação
Modificações no clima de Lisboa como consequência do crescimento urbano: vento, ilha de calor de superfície e balanço energético
| Resumo: | Muito do trabalho de investigação levado a cabo no desenvolvimento desta dissertação assenta sobre a seguinte hipótese: o crescimento desordenado que tem acompanhado algumas zonas de Lisboa, ainda não totalmente consolidadas nos últimos anos, sobretudo no norte da cidade, pode fazer diminuir a velocidade média do vento, com possíveis consequências negativas para o ambiente urbano, sobretudo no sul da cidade. Localmente, os efeitos da diminuição do vento podem não ser uma limitação, mas sim uma potencialidade, por exemplo ao nível do conforto mecânico. É do balanço entre as limitações e potencialidades da redução da velocidade média do vento com o crescimento da cidade de Lisboa (a várias escalas), que trata a PARTE I do trabalho. O clima da cidade é a forma mais evidente de modificação climática inadvertidamente provocada pelo Homem. A ilha de calor urbano é um dos padrões térmicos mais evidentes do clima das cidades e ocorre praticamente em todo o Mundo. Pode ser vista como uma potencialidade, porque a temperatura na cidade, ao não diminuir tanto como nas áreas rurais envolventes, evita o consumo excessivo de energia no Inverno mas também como uma limitação nos locais onde o consumo de energia no Inverno, mas também como uma limitação nos locais onde o consumo de energia suplementar utilizada na refrigeração dos ambientes interiores tem custos elevados. Na PARTE II do trabalho não se pretende provar que existe uma modificação climática (porque já está comprovada), mas tenta-se demonstrar de que forma os padrões térmicos das superfícies e radiativos poderão mudar com o futuro crescimento urbano e quais as consequências para a região de Lisboa, que forma actualmente uma metrópole policêntrica. Através deste conhecimento, pretende-se das um contributo a futuras acções de planeamento urbano e ajudar os decisores a tomarem melhores opções. |
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| Autores principais: | Lopes, António |
| Assunto: | Ambiente urbano Clima urbano Ilha de calor urbano Padrões térmicos de superfície Alterações climáticas Planeamento urbano Lisboa |
| Ano: | 2003 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Muito do trabalho de investigação levado a cabo no desenvolvimento desta dissertação assenta sobre a seguinte hipótese: o crescimento desordenado que tem acompanhado algumas zonas de Lisboa, ainda não totalmente consolidadas nos últimos anos, sobretudo no norte da cidade, pode fazer diminuir a velocidade média do vento, com possíveis consequências negativas para o ambiente urbano, sobretudo no sul da cidade. Localmente, os efeitos da diminuição do vento podem não ser uma limitação, mas sim uma potencialidade, por exemplo ao nível do conforto mecânico. É do balanço entre as limitações e potencialidades da redução da velocidade média do vento com o crescimento da cidade de Lisboa (a várias escalas), que trata a PARTE I do trabalho. O clima da cidade é a forma mais evidente de modificação climática inadvertidamente provocada pelo Homem. A ilha de calor urbano é um dos padrões térmicos mais evidentes do clima das cidades e ocorre praticamente em todo o Mundo. Pode ser vista como uma potencialidade, porque a temperatura na cidade, ao não diminuir tanto como nas áreas rurais envolventes, evita o consumo excessivo de energia no Inverno mas também como uma limitação nos locais onde o consumo de energia no Inverno, mas também como uma limitação nos locais onde o consumo de energia suplementar utilizada na refrigeração dos ambientes interiores tem custos elevados. Na PARTE II do trabalho não se pretende provar que existe uma modificação climática (porque já está comprovada), mas tenta-se demonstrar de que forma os padrões térmicos das superfícies e radiativos poderão mudar com o futuro crescimento urbano e quais as consequências para a região de Lisboa, que forma actualmente uma metrópole policêntrica. Através deste conhecimento, pretende-se das um contributo a futuras acções de planeamento urbano e ajudar os decisores a tomarem melhores opções. |
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