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Importância das vivências dos enfermeiros no processo de comunicação com o doente oncológico paliativo em internamento hospitalar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo procurou conhecer o modo como os enfermeiros vivenciam o processo de comunicação com o doente oncológico em fase paliativa, em internamento hospitalar, e identificar os factores que podem facilitar ou inibir a comunicação com este tipo de doentes. Conceptualmente abordaram-se aspectos relacionados com a especificidade do doente oncológico, a origem e desenvolvimento dos cuidados paliativos, a importância da comunicação e o papel do enfermeiro perante o doente oncológico paliativo em internamento hospitalar. Para a recolha de dados utilizou-se um questionário sóciodemográfico-profissional e uma entrevista semi-estruturada, apoiada por um guião, a oito enfermeiros da prestação directa de cuidados de alguns serviços de internamento do IPOLFG-E.P.E. O tratamento da informação do corpus das entrevistas foi feito através da técnica de análise de conteúdo, a qual permitiu contextualizar e caracterizar a dinâmica do processo de comunicação dos enfermeiros com estes doentes, onde os aspectos da adequada transmissão de informação ao doente adquiriram uma relevância importante. Foi evidente também o contributo que a vivência destas situações pode ter para o desenvolvimento e enriquecimento pessoal e profissional dos enfermeiros, bem como para o despertar de emoções e sentimentos profundos e intensos. A experiência dos enfermeiros possibilitou ainda a obtenção de uma visão realista face ao respeito dos princípios éticos da autonomia, da beneficência e da não maleficência, a qual revelou a existência de vários constrangimentos, mas vislumbrando-se também alguns pontos fortes. Por último, permitiu a identificação de algumas sugestões pertinentes relacionadas com a importância dos aspectos formativos, a necessidade de reuniões de equipa e de algumas mudanças organizativo / estruturais, no sentido de uma melhor prestação de cuidados a estes doentes.
Autores principais:Pinto, Maria Manuel Martins Santos, 1966-
Assunto:Enfermeiro Doente oncológico em fase paliativa Comunicação Cuidados paliativos Relações enfermeiro-paciente Amostragem Análise estatística Teses de mestrado - 2009
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este estudo procurou conhecer o modo como os enfermeiros vivenciam o processo de comunicação com o doente oncológico em fase paliativa, em internamento hospitalar, e identificar os factores que podem facilitar ou inibir a comunicação com este tipo de doentes. Conceptualmente abordaram-se aspectos relacionados com a especificidade do doente oncológico, a origem e desenvolvimento dos cuidados paliativos, a importância da comunicação e o papel do enfermeiro perante o doente oncológico paliativo em internamento hospitalar. Para a recolha de dados utilizou-se um questionário sóciodemográfico-profissional e uma entrevista semi-estruturada, apoiada por um guião, a oito enfermeiros da prestação directa de cuidados de alguns serviços de internamento do IPOLFG-E.P.E. O tratamento da informação do corpus das entrevistas foi feito através da técnica de análise de conteúdo, a qual permitiu contextualizar e caracterizar a dinâmica do processo de comunicação dos enfermeiros com estes doentes, onde os aspectos da adequada transmissão de informação ao doente adquiriram uma relevância importante. Foi evidente também o contributo que a vivência destas situações pode ter para o desenvolvimento e enriquecimento pessoal e profissional dos enfermeiros, bem como para o despertar de emoções e sentimentos profundos e intensos. A experiência dos enfermeiros possibilitou ainda a obtenção de uma visão realista face ao respeito dos princípios éticos da autonomia, da beneficência e da não maleficência, a qual revelou a existência de vários constrangimentos, mas vislumbrando-se também alguns pontos fortes. Por último, permitiu a identificação de algumas sugestões pertinentes relacionadas com a importância dos aspectos formativos, a necessidade de reuniões de equipa e de algumas mudanças organizativo / estruturais, no sentido de uma melhor prestação de cuidados a estes doentes.