Publicação
Monitorização acústica passiva: influência do habitat e da estação do ano para a caracterização da comunidade de aves
| Resumo: | O estudo das comunidades de aves representa uma ferramenta crucial para o conhecimento e consequente conservação dos habitats. Ao longo dos anos, as técnicas de amostragem têm evoluído e atualmente, além das técnicas tradicionais com observador, como pontos de escuta, as técnicas de monitorização acústica passiva começam a ser mais utilizadas. Em ambas as metodologias, o habitat é um dos principais fatores que influencia a deteção das aves, tal como a época do ano em que são realizadas as amostragens. Assim, para estudar a influência da estrutura do habitat e das estações do ano no potencial uso de metodologias acústicas automáticas para a monitorização das comunidades de aves, recorreu-se às duas técnicas de amostragem referidas para obter dados de dois tipos de habitat com estrutura distinta: um habitat aberto e um habitat fechado. O número de espécies detetadas foi superior nos pontos de escuta em ambos os habitats, mas com diferenças significativas relativamente às estações acústicas apenas no habitat aberto. O contributo das deteções visuais, apenas possível nos métodos dependentes de um observador, é uma possível explicação para esta diferença. Os resultados revelam ainda que, em habitats fechados, as estações acústicas podem ser úteis para complementar os registos obtidos por observadores, pois a presença da vegetação dificulta a deteção visual das aves. Adicionalmente, a diferença nas espécies detetadas pelos pontos de escuta e pelas estações acústicas foi superior no habitat aberto e no inverno, onde as aves foram mais facilmente detetadas pelo observador. Utilizou-se o Índice de Prevalência Acústica e traits acústicos e não-acústicos para tentar explicar os resultados obtidos. A técnica de amostragem automática revelou um bom desempenho, detetando praticamente todas as espécies. Contudo, esta metodologia pode tornar-se menos eficaz em determinadas situações, sendo vantajoso o uso conjunto com pontos de escuta, embora esta opção possa ser mais dispendiosa. |
|---|---|
| Autores principais: | Rodrigues, Ana Alexandra de Almeida |
| Assunto: | monitorização acústica passiva pontos de escuta aves estrutura do habitat bioacústica Teses de mestrado - 2022 |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O estudo das comunidades de aves representa uma ferramenta crucial para o conhecimento e consequente conservação dos habitats. Ao longo dos anos, as técnicas de amostragem têm evoluído e atualmente, além das técnicas tradicionais com observador, como pontos de escuta, as técnicas de monitorização acústica passiva começam a ser mais utilizadas. Em ambas as metodologias, o habitat é um dos principais fatores que influencia a deteção das aves, tal como a época do ano em que são realizadas as amostragens. Assim, para estudar a influência da estrutura do habitat e das estações do ano no potencial uso de metodologias acústicas automáticas para a monitorização das comunidades de aves, recorreu-se às duas técnicas de amostragem referidas para obter dados de dois tipos de habitat com estrutura distinta: um habitat aberto e um habitat fechado. O número de espécies detetadas foi superior nos pontos de escuta em ambos os habitats, mas com diferenças significativas relativamente às estações acústicas apenas no habitat aberto. O contributo das deteções visuais, apenas possível nos métodos dependentes de um observador, é uma possível explicação para esta diferença. Os resultados revelam ainda que, em habitats fechados, as estações acústicas podem ser úteis para complementar os registos obtidos por observadores, pois a presença da vegetação dificulta a deteção visual das aves. Adicionalmente, a diferença nas espécies detetadas pelos pontos de escuta e pelas estações acústicas foi superior no habitat aberto e no inverno, onde as aves foram mais facilmente detetadas pelo observador. Utilizou-se o Índice de Prevalência Acústica e traits acústicos e não-acústicos para tentar explicar os resultados obtidos. A técnica de amostragem automática revelou um bom desempenho, detetando praticamente todas as espécies. Contudo, esta metodologia pode tornar-se menos eficaz em determinadas situações, sendo vantajoso o uso conjunto com pontos de escuta, embora esta opção possa ser mais dispendiosa. |
|---|