Publicação

As gárgulas do mosteiro de Santa Maria da Vitória : função e forma

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:No presente estudo desejámos compreender o sistema hidráulico do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, bem como a simbologia presente nas gárgulas do monumento, para tal, foi necessário estudarmos as circunstâncias históricas da fundação do Mosteiro, o envolvimento de D. João I, as influências estilísticas que o edifício revela, as várias campanhas de obras, as biografias dos principais mestres nelas envolvidos, assim como as várias campanhas de restauro e conservação que o mosteiro sofreu ao longo do tempo. O estudo atento destas campanhas revelou-se fundamental para a definição da autenticidade do universo de gárgulas que analisámos. O sistema hidráulico é um subsistema arquitectónico, que pode ser compreendido atendendo ao seu duplo desenvolvimento: Um primeiro que se refere à água potável, ao nível do solo, e outro às águas pluviais. No entanto, nestes dois subsistemas deparamo-nos com três aspectos comuns com elevada importância para a funcionalidade de qualquer edifício: Captação, escoamento e funcionalidade. Existe também uma articulação entre estes dois subsistemas, condicionando a organização arquitectónica do mosteiro. Para que este estudo se tornasse mais completo estendemos o nosso entendimento sobre um conjunto de outros edifícios da mesma época ou de períodos afins, como Sé de Évora (1186), Sé de Lisboa (1147), Convento do Carmo (1389), Mosteiro de Alcobaça (1153), Convento de Tomar (1420-1460) e Sé Velha de Coimbra (Século XII, década 60). Como o sistema hidráulico é indissociável do sistema de coberturas do edifício e como este depende obviamente da planimetria pensada e do sistema de abobadamento escolhido, tudo decisões de primeiro momento na história do edifício, optámos por escolher estudar unicamente a campanha de obras inicial que corresponde à zona da igreja, capela do fundador e claustro real. No que diz respeito às gárgulas estas constituem a fase final do escoamento de águas pl
Autores principais:Alho, Ana Patrícia Rodrigues
Assunto:Mosteiro de Santa Maria da Vitória (Batalha, Portugal) Arquitectura - Portugal - séc.14-15 Estruturas hidráulicas - Portugal Protecção de monumentos - Portugal - séc.19-20 Teses de mestrado
Ano:2007
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:No presente estudo desejámos compreender o sistema hidráulico do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, bem como a simbologia presente nas gárgulas do monumento, para tal, foi necessário estudarmos as circunstâncias históricas da fundação do Mosteiro, o envolvimento de D. João I, as influências estilísticas que o edifício revela, as várias campanhas de obras, as biografias dos principais mestres nelas envolvidos, assim como as várias campanhas de restauro e conservação que o mosteiro sofreu ao longo do tempo. O estudo atento destas campanhas revelou-se fundamental para a definição da autenticidade do universo de gárgulas que analisámos. O sistema hidráulico é um subsistema arquitectónico, que pode ser compreendido atendendo ao seu duplo desenvolvimento: Um primeiro que se refere à água potável, ao nível do solo, e outro às águas pluviais. No entanto, nestes dois subsistemas deparamo-nos com três aspectos comuns com elevada importância para a funcionalidade de qualquer edifício: Captação, escoamento e funcionalidade. Existe também uma articulação entre estes dois subsistemas, condicionando a organização arquitectónica do mosteiro. Para que este estudo se tornasse mais completo estendemos o nosso entendimento sobre um conjunto de outros edifícios da mesma época ou de períodos afins, como Sé de Évora (1186), Sé de Lisboa (1147), Convento do Carmo (1389), Mosteiro de Alcobaça (1153), Convento de Tomar (1420-1460) e Sé Velha de Coimbra (Século XII, década 60). Como o sistema hidráulico é indissociável do sistema de coberturas do edifício e como este depende obviamente da planimetria pensada e do sistema de abobadamento escolhido, tudo decisões de primeiro momento na história do edifício, optámos por escolher estudar unicamente a campanha de obras inicial que corresponde à zona da igreja, capela do fundador e claustro real. No que diz respeito às gárgulas estas constituem a fase final do escoamento de águas pl