Publicação
Turismo na natureza como base do desenvolvimento turístico responsável nos Açores
| Resumo: | Os territórios insulares de pequena dimensão (TIPD) caraterizam-se por apresentarem vários constrangimentos associados à sua reduzida dimensão, dispersão territorial, isolamento e limitação de recursos e acessibilidades, que se refletem na economia e na sociedade. Estas debilidades reforçam a necessidade destes territórios apostarem em novos setores exportadores, como o do turismo. Esta investigação tem como foco o planeamento turístico dos TIPD de transição, considerados neste estudo como uma nova categoria situada entre os dois grupos definidos na literatura, as ilhas de águas quentes e as de águas frias. O principal objetivo deste estudo consiste na proposta de um modelo de desenvolvimento regional e turístico para os TIPD de transição, sustentada no estado de arte e numa investigação empírica aplicada ao Arquipélago dos Açores e aos seus stakeholders do turismo. Sem a atratividade das ilhas de águas quentes, os TIPD de transição necessitam de ancorar o modelo de desenvolvimento turístico nas suas forças, muito associadas às representações em torno da insularidade, da paisagem natural e cultural, do mar, da autenticidade e da sustentabilidade. Nestes territórios, e em particular nos Açores, o turismo na natureza destaca-se como o principal produto estratégico, pelo que a oferta se deve direcionar para o turismo de nichos, com ênfase nas experiências e emoções. Para além da adoção de uma abordagem holística ao setor do turismo, é essencial que estes territórios adotem um modelo de desenvolvimento regional sistémico ancorado nos princípios do planeamento prospetivo e responsável. Todavia, a adoção deste modelo não é uma tarefa fácil, por pressupor a rutura com um conjunto de paradigmas e exigir um elevado nível de cidadania e governança, a par da implementação de um adequado sistema de monitorização dos processos de desenvolvimento. Para o sucesso deste modelo é ainda necessário conseguir ultrapassar os hiatos existentes entre as abordagens teóricas, os instrumentos de planeamento e a realidade percebida pelos stakeholders. |
|---|---|
| Autores principais: | Silva, Francisco |
| Assunto: | Teses de doutoramento - 2013 |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os territórios insulares de pequena dimensão (TIPD) caraterizam-se por apresentarem vários constrangimentos associados à sua reduzida dimensão, dispersão territorial, isolamento e limitação de recursos e acessibilidades, que se refletem na economia e na sociedade. Estas debilidades reforçam a necessidade destes territórios apostarem em novos setores exportadores, como o do turismo. Esta investigação tem como foco o planeamento turístico dos TIPD de transição, considerados neste estudo como uma nova categoria situada entre os dois grupos definidos na literatura, as ilhas de águas quentes e as de águas frias. O principal objetivo deste estudo consiste na proposta de um modelo de desenvolvimento regional e turístico para os TIPD de transição, sustentada no estado de arte e numa investigação empírica aplicada ao Arquipélago dos Açores e aos seus stakeholders do turismo. Sem a atratividade das ilhas de águas quentes, os TIPD de transição necessitam de ancorar o modelo de desenvolvimento turístico nas suas forças, muito associadas às representações em torno da insularidade, da paisagem natural e cultural, do mar, da autenticidade e da sustentabilidade. Nestes territórios, e em particular nos Açores, o turismo na natureza destaca-se como o principal produto estratégico, pelo que a oferta se deve direcionar para o turismo de nichos, com ênfase nas experiências e emoções. Para além da adoção de uma abordagem holística ao setor do turismo, é essencial que estes territórios adotem um modelo de desenvolvimento regional sistémico ancorado nos princípios do planeamento prospetivo e responsável. Todavia, a adoção deste modelo não é uma tarefa fácil, por pressupor a rutura com um conjunto de paradigmas e exigir um elevado nível de cidadania e governança, a par da implementação de um adequado sistema de monitorização dos processos de desenvolvimento. Para o sucesso deste modelo é ainda necessário conseguir ultrapassar os hiatos existentes entre as abordagens teóricas, os instrumentos de planeamento e a realidade percebida pelos stakeholders. |
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