Publicação
Overview of treatments for ADHD: pharmacological, complementary and alternative medicine and the associated safety problems
| Resumo: | A perturbação de hiperatividade/défice de atenção (PHDA) é um dos distúrbios do neurodesenvolvimento mais prevalente nas crianças, globalmente são 5-10%, com um número crescente de diagnósticos anualmente. Este distúrbio pode ser classificado em 3 subtipos, predominantemente desatento, predominantemente hiperativo/impulsivo e perturbação de hiperatividade e défice de atenção combinado. O seu tratamento é realizado há décadas principalmente com o uso de psicoestimulantes como o metilfenidato e as anfetaminas, que são medicamentos que estimulam o sistema nervoso central modulando os neurotransmissores. Para as crianças até aos 5 anos, a primeira fase do tratamento não é farmacológico, mas uma combinação de intervenções psicossociais e comportamentais voltadas para os pais, professores e o doente. Estas intervenções auxiliam os pais e os professores a aprenderem mais sobre a doença, a usarem ferramentas para ajudar a lidar com esta e a serem mais compreensivos em relação aos comportamentos das crianças. Quando estas intervenções não são suficientemente eficazes, o tratamento é feito com o metilfenidato, na sua versão com ação rápida ou prolongada, na dose adequada por pelo menos 6 semanas ou então por uma anfetamina. A dieta tem sido investigada como uma forma potencial de tratamento na PHDA, uma vez que os nutrientes e a qualidade da dieta destes doentes, têm demonstrado ligação com as funções cognitivas e comportamentais. Desde os níveis baixo de vitamina D, magnésio, ferro e da ómega-3 que tem sido associado à PHDA. A terapia com música, apesar dos poucos estudos realizados, pode ser uma opção não farmacológica, que melhora a atenção e ajuda na estabilização das emoções dessas crianças e não apresenta efeitos adversos. A utilização do exercício também é uma forma de terapia utilizada e sugerida de forma a diminuir a impulsividade ou agressividade muitas vezes encontrada nestas crianças, seja com o yoga, a corrida numa passadeira ou jogos de ténis mesa. Os tratamentos não farmacológicos, embora apresentem benefícios no controlo de sintomas PHDA, muitas vezes são combinados com o metilfenidato em doses baixas de forma a potencializar os seus resultados. |
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| Autores principais: | Pedro, Marcelina Francisco Eusébio |
| Assunto: | ADHD Children Diet and behavior Mestrado integrado - 2024 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A perturbação de hiperatividade/défice de atenção (PHDA) é um dos distúrbios do neurodesenvolvimento mais prevalente nas crianças, globalmente são 5-10%, com um número crescente de diagnósticos anualmente. Este distúrbio pode ser classificado em 3 subtipos, predominantemente desatento, predominantemente hiperativo/impulsivo e perturbação de hiperatividade e défice de atenção combinado. O seu tratamento é realizado há décadas principalmente com o uso de psicoestimulantes como o metilfenidato e as anfetaminas, que são medicamentos que estimulam o sistema nervoso central modulando os neurotransmissores. Para as crianças até aos 5 anos, a primeira fase do tratamento não é farmacológico, mas uma combinação de intervenções psicossociais e comportamentais voltadas para os pais, professores e o doente. Estas intervenções auxiliam os pais e os professores a aprenderem mais sobre a doença, a usarem ferramentas para ajudar a lidar com esta e a serem mais compreensivos em relação aos comportamentos das crianças. Quando estas intervenções não são suficientemente eficazes, o tratamento é feito com o metilfenidato, na sua versão com ação rápida ou prolongada, na dose adequada por pelo menos 6 semanas ou então por uma anfetamina. A dieta tem sido investigada como uma forma potencial de tratamento na PHDA, uma vez que os nutrientes e a qualidade da dieta destes doentes, têm demonstrado ligação com as funções cognitivas e comportamentais. Desde os níveis baixo de vitamina D, magnésio, ferro e da ómega-3 que tem sido associado à PHDA. A terapia com música, apesar dos poucos estudos realizados, pode ser uma opção não farmacológica, que melhora a atenção e ajuda na estabilização das emoções dessas crianças e não apresenta efeitos adversos. A utilização do exercício também é uma forma de terapia utilizada e sugerida de forma a diminuir a impulsividade ou agressividade muitas vezes encontrada nestas crianças, seja com o yoga, a corrida numa passadeira ou jogos de ténis mesa. Os tratamentos não farmacológicos, embora apresentem benefícios no controlo de sintomas PHDA, muitas vezes são combinados com o metilfenidato em doses baixas de forma a potencializar os seus resultados. |
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