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Efeito de um estímulo sonoro externo nos parâmetros temporais da marcha em crianças com hemiparésia espástica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A estimulação rítmica sonora constitui uma técnica recente na reabilitação motora baseada na sincronização dos movimentos com um ritmo externo audível. Este acoplamento traduz-se numa melhoria da performance do padrão de marcha em indivíduos com distúrbios motores de origem neurológica. O objectivo deste estudo consiste em investigar os efeitos que a estimulação sonora produz nos parâmetros temporais da marcha de crianças com hemiparésia espástica. Para tal, recorreu-se a uma amostra de dez participantes com Paralisia Cerebral, com idades compreendidas entre seis e onze anos, com marcha autónoma e nível I na escala Gross Motor Function Classification System (GMFCS). Os participantes realizaram um percurso de catorze metros, com e sem adição de estímulo sonoro externo. A recolha de dados foi realizada através de um acelerómetro triaxial; foram analisadas a duração do passo e da fase de apoio unipodal. Os resultados do estudo demonstraram que a amostra não apresentava assimetria temporal significativa entre os membros inferiores com e sem a introdução do estímulo sonoro. Da análise individual das crianças surgiu uma grande diversidade de efeitos, não se verificando uma tendência suficientemente forte para produzir resultados estatísticos enquanto grupo. Estudos futuros em crianças com maior compromisso motor e análise de outros parâmetros cinemáticos da marcha serão necessários para fundamentar a utilização desta técnica em Paralisia Cerebral.
Autores principais:Domingues, Marina Marcelino
Assunto:Comportamento motor Crianças Estímulo sonoro Marcha Paralisia cerebral
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A estimulação rítmica sonora constitui uma técnica recente na reabilitação motora baseada na sincronização dos movimentos com um ritmo externo audível. Este acoplamento traduz-se numa melhoria da performance do padrão de marcha em indivíduos com distúrbios motores de origem neurológica. O objectivo deste estudo consiste em investigar os efeitos que a estimulação sonora produz nos parâmetros temporais da marcha de crianças com hemiparésia espástica. Para tal, recorreu-se a uma amostra de dez participantes com Paralisia Cerebral, com idades compreendidas entre seis e onze anos, com marcha autónoma e nível I na escala Gross Motor Function Classification System (GMFCS). Os participantes realizaram um percurso de catorze metros, com e sem adição de estímulo sonoro externo. A recolha de dados foi realizada através de um acelerómetro triaxial; foram analisadas a duração do passo e da fase de apoio unipodal. Os resultados do estudo demonstraram que a amostra não apresentava assimetria temporal significativa entre os membros inferiores com e sem a introdução do estímulo sonoro. Da análise individual das crianças surgiu uma grande diversidade de efeitos, não se verificando uma tendência suficientemente forte para produzir resultados estatísticos enquanto grupo. Estudos futuros em crianças com maior compromisso motor e análise de outros parâmetros cinemáticos da marcha serão necessários para fundamentar a utilização desta técnica em Paralisia Cerebral.