Publicação
Experiências vividas por amas familiares em contextos multiculturais
| Resumo: | O trabalho de investigação que aqui se apresenta teve como campo de estudo a oferta socioeducativa denominada “Creche Familiar”, promovida por uma instituição de solidariedade social portuguesa. O nosso estudo incidiu sobre a interacção entre “amas familiares” e as famílias de diferentes origens culturais e os respectivos bebés. Neste contexto, o conhecer e aceitar a diversidade cultural das famílias é fundamental para o trabalho da ama enquanto facilitadora e promotora do desenvolvimento do bebé e também como figura mediadora entre a aculturação da família e a sociedade portuguesa. No presente trabalho, tomámos como objecto de estudo as experiências vividas pelas amas em contextos multiculturais, ou seja, na sua relação com as famílias de outras origens geográficas e culturais, estudando-as através da perspectiva das próprias amas. Pretendemos salientar as aprendizagens interculturais, os conflitos e os dilemas decorrentes deste encontro de culturas, sem esquecer a importância da relação entre a ama e o bebé. Em última análise quisemos contribuir para o conhecimento do processo de aculturação pelo qual passam as amas e também as famílias e a influência na relação estabelecida com as amas, tomando como referência a perspectiva de Sam e Berry (2006). O trabalho empírico foi desenvolvido junto de seis amas que trabalham com um grupo de quatro crianças e famílias culturalmente heterogéneo. Os resultados permitem-nos concluir que a grande aprendizagem feita pelas amas no contacto com as famílias de outras culturas é a tolerância, a partir do qual baseiam todo o trabalho que desenvolvem. A experiência das amas resulta numa visão mais abrangente de cidadania, ou seja, à medida que amas e famílias vivem o confronto multicultural, onde pode surgir o conflito, vão ganhando uma noção de cidadania global, vendo crianças e famílias como cidadãos; com interesses comuns na educação e desenvolvimento dos filhos. |
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| Autores principais: | Messias, Andreia Isabel Nunes, 1981- |
| Assunto: | Educação intercultural - Portugal Aculturação Conflitos inter-pessoais Relação amas-bébés |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O trabalho de investigação que aqui se apresenta teve como campo de estudo a oferta socioeducativa denominada “Creche Familiar”, promovida por uma instituição de solidariedade social portuguesa. O nosso estudo incidiu sobre a interacção entre “amas familiares” e as famílias de diferentes origens culturais e os respectivos bebés. Neste contexto, o conhecer e aceitar a diversidade cultural das famílias é fundamental para o trabalho da ama enquanto facilitadora e promotora do desenvolvimento do bebé e também como figura mediadora entre a aculturação da família e a sociedade portuguesa. No presente trabalho, tomámos como objecto de estudo as experiências vividas pelas amas em contextos multiculturais, ou seja, na sua relação com as famílias de outras origens geográficas e culturais, estudando-as através da perspectiva das próprias amas. Pretendemos salientar as aprendizagens interculturais, os conflitos e os dilemas decorrentes deste encontro de culturas, sem esquecer a importância da relação entre a ama e o bebé. Em última análise quisemos contribuir para o conhecimento do processo de aculturação pelo qual passam as amas e também as famílias e a influência na relação estabelecida com as amas, tomando como referência a perspectiva de Sam e Berry (2006). O trabalho empírico foi desenvolvido junto de seis amas que trabalham com um grupo de quatro crianças e famílias culturalmente heterogéneo. Os resultados permitem-nos concluir que a grande aprendizagem feita pelas amas no contacto com as famílias de outras culturas é a tolerância, a partir do qual baseiam todo o trabalho que desenvolvem. A experiência das amas resulta numa visão mais abrangente de cidadania, ou seja, à medida que amas e famílias vivem o confronto multicultural, onde pode surgir o conflito, vão ganhando uma noção de cidadania global, vendo crianças e famílias como cidadãos; com interesses comuns na educação e desenvolvimento dos filhos. |
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