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Des-sub-urbanizar. O papel do arquitecto como mediador entre a cidade formal e a cidade informal

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Resumo:Nesta breve reflexão proponho-me entender e dissertar sobre conceitos que me apoiarão no desenvolvimento do projecto final de mestrado, que se debruçará sobre o tema da habitação evolutiva no bairro da Cova da Moura. Este é um bairro informal que se desenvolve na periferia da cidade de Lisboa e apresenta características singulares evidenciadas na sua dimensão espácio-temporal, caracterizada por espaços complexos e diversos, com identidade cultural própria, dos quais a comunidade local se apropria vivendo-os harmoniosamente. A elevada densidade populacional, a prática da auto-construção e a espontaneidade da distribuição das actividades são, assim, pontos cruciais que criam uma imagem pouco usual do bairro e que define um gosto associado a uma estética singular, produto da arquitectura popular que se adapta às condições do local, promovendo a reciclagem urbana. Proponho, para concluir, que olhemos a cidade informal como exemplo potenciador de sociabilidades e que, ao invés de destruirmos o seu tecido urbano original submetendo-o a transformações urbanísticas que não favorecem a apropriação pela comunidade, estimulemos a contaminação da cidade formal por essas relações sócio espaciais que se desenvolvem na cidade informal. Penso que esta é uma solução ao alcance de todos que permite suturar a ruptura entre as partes e encher de vida a cidade.
Autores principais:Araújo, Ana Filipa Verol de
Assunto:Cidade informal Habitação evolutiva Densidade Auto-construção Estética singular Arquitectura popular Informal city Evolutionary / flexible housing Density Self-construction Singular aesthtics Vernacular architecture
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Nesta breve reflexão proponho-me entender e dissertar sobre conceitos que me apoiarão no desenvolvimento do projecto final de mestrado, que se debruçará sobre o tema da habitação evolutiva no bairro da Cova da Moura. Este é um bairro informal que se desenvolve na periferia da cidade de Lisboa e apresenta características singulares evidenciadas na sua dimensão espácio-temporal, caracterizada por espaços complexos e diversos, com identidade cultural própria, dos quais a comunidade local se apropria vivendo-os harmoniosamente. A elevada densidade populacional, a prática da auto-construção e a espontaneidade da distribuição das actividades são, assim, pontos cruciais que criam uma imagem pouco usual do bairro e que define um gosto associado a uma estética singular, produto da arquitectura popular que se adapta às condições do local, promovendo a reciclagem urbana. Proponho, para concluir, que olhemos a cidade informal como exemplo potenciador de sociabilidades e que, ao invés de destruirmos o seu tecido urbano original submetendo-o a transformações urbanísticas que não favorecem a apropriação pela comunidade, estimulemos a contaminação da cidade formal por essas relações sócio espaciais que se desenvolvem na cidade informal. Penso que esta é uma solução ao alcance de todos que permite suturar a ruptura entre as partes e encher de vida a cidade.