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Coping diádico e satisfação conjugal : um estudo em casais portugueses

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Resumo:Nesta investigação, de natureza quantitativa, pretende-se estudar: 1) a relação entre a satisfação conjugal, o coping diádico e seus componentes, globalmente e intracasal; 2) a existência de diferenças face às variáveis anteriores quando consideramos o sexo, a escolaridade, o estatuto ocupacional, a zona do país, a área de residência e a situação relacional; 3) a convergência versus divergência quanto à percepção de satisfação conjugal, coping diádico e seus componentes, ao nível intra-casal; e 4) quais as variáveis do coping diádico que predizem mais a satisfação conjugal global, das esposas e dos maridos. Para tal recorreu-se a uma amostra de 72 casais portugueses, heterossexuais, casados ou em união de facto, a quem se aplicou os seguintes instrumentos: um questionário de dados sociodemográficos, a Escala de Avaliação Relacional (Hendrick, Dricke & Hendrick, 1998) e o Inventário de Coping Diádico (Bodenmann, 2007; tradução e adaptação portuguesa por Vedes, Lind & Ferreira, 2011a). Os resultados obtidos demonstram que 1) o coping diádico global está associado a maior satisfação conjugal, sobretudo no casos dos maridos; 2) o coping diádico dos maridos é um preditor mais forte da satisfação conjugal do que o das esposas; 3) a comunicação de stress pelas esposas não se correlaciona significativamente com a sua satisfação conjugal e prediz uma menor satisfação conjugal dos maridos; 4) esposas e maridos convergem quanto à percepção de comunicação de stress e quanto aos comportamentos negativos de apoio, sendo que estes não se associam significativamente com a satisfação conjugal de nenhum dos sexos; 5) a satisfação conjugal é mais elevada em indivíduos que vivem na zona centro do país; 6) ser estudante, ter mestrado/doutoramento ou viver em áreas urbanas parece funcionar como factor protector face ao stress; 7) as esposas percepcionam mais comportamentos de coping diádico do que os maridos e 8) para a satisfação conjugal das esposas contribuem variáveis do coping diádico de ambos os cônjuges, enquanto, no caso dos maridos, apenas variáveis relativas a si próprio são preditivas.
Autores principais:Pires, Ana Raquel Alves
Assunto:Satisfação conjugal Coping Stress (Psicologia) Teses de mestrado - 2011
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Nesta investigação, de natureza quantitativa, pretende-se estudar: 1) a relação entre a satisfação conjugal, o coping diádico e seus componentes, globalmente e intracasal; 2) a existência de diferenças face às variáveis anteriores quando consideramos o sexo, a escolaridade, o estatuto ocupacional, a zona do país, a área de residência e a situação relacional; 3) a convergência versus divergência quanto à percepção de satisfação conjugal, coping diádico e seus componentes, ao nível intra-casal; e 4) quais as variáveis do coping diádico que predizem mais a satisfação conjugal global, das esposas e dos maridos. Para tal recorreu-se a uma amostra de 72 casais portugueses, heterossexuais, casados ou em união de facto, a quem se aplicou os seguintes instrumentos: um questionário de dados sociodemográficos, a Escala de Avaliação Relacional (Hendrick, Dricke & Hendrick, 1998) e o Inventário de Coping Diádico (Bodenmann, 2007; tradução e adaptação portuguesa por Vedes, Lind & Ferreira, 2011a). Os resultados obtidos demonstram que 1) o coping diádico global está associado a maior satisfação conjugal, sobretudo no casos dos maridos; 2) o coping diádico dos maridos é um preditor mais forte da satisfação conjugal do que o das esposas; 3) a comunicação de stress pelas esposas não se correlaciona significativamente com a sua satisfação conjugal e prediz uma menor satisfação conjugal dos maridos; 4) esposas e maridos convergem quanto à percepção de comunicação de stress e quanto aos comportamentos negativos de apoio, sendo que estes não se associam significativamente com a satisfação conjugal de nenhum dos sexos; 5) a satisfação conjugal é mais elevada em indivíduos que vivem na zona centro do país; 6) ser estudante, ter mestrado/doutoramento ou viver em áreas urbanas parece funcionar como factor protector face ao stress; 7) as esposas percepcionam mais comportamentos de coping diádico do que os maridos e 8) para a satisfação conjugal das esposas contribuem variáveis do coping diádico de ambos os cônjuges, enquanto, no caso dos maridos, apenas variáveis relativas a si próprio são preditivas.