Publicação
Green Cattle : methane mitigation strategies in ruminant production using the Asparagopsis taxiformis macroalgae
| Resumo: | Motivado pelo impacto ambiental e pela necessidade de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa da produção de ruminantes, esta tese investigou a utilização de uma maceração de uma alga vermelha em óleo de girassol como suplemento de dietas de ruminantes. A biomassa liofilizada de Asparagopsis taxiformis é capaz de reduzir a produção de metano (CH4) até 99% in vitro e 98% in vivo. No entanto, este processo consome tempo e energia, tornando-o dispendioso para estabilizar os compostos responsáveis pelo efeito anti metanogénico da alga. Uma alternativa é a utilização de macerações de A. taxiformis em óleos vegetais, que estabilizam os compostos halogenados, dos quais o bromofórmio (CHBr3) é o maioritário. Os principais objetivos desta tese foram avaliar o efeito anti-metanogénico das macerações de A. taxiformis em óleo de girassol (Bromoil) e caracterizar o seu impacto na produção, saúde e bem-estar e na qualidade da carne dos ruminantes. Para isso foram realizados um estudo in vitro e dois estudos in vivo. No estudo in vitro utilizaram-se inóculos ruminais de novilhos não suplementados com Bromoil, e verificou-se que o aumento da concentração de CHBr3 no Bromoil (até 150 µg CHBr3/g MS) reduziu linearmente a produção de CH4. Verificou-se que a proporção molar de acetato diminuiu linearmente com a concentração de CHBr3, enquanto a de propionato aumentou linearmente com a concentração de CHBr3. No estudo com borregos Merino Branco suplementados com Bromoil, usado para definir as doses eficazes de CHBr3, observou-se a redução da produção de CH4 in vitro, mas também efeitos negativos na ingestão, no ganho médio diário e na integridade da parede do rúmen com doses de 30 e 45 mg CHBr3/kg MS. No estudo final com novilhos cruzados de Angus em fase de acabamento, doses de 20 e 30 mg CHBr3/kg MS reduziram em média 40% a produção de CH4 por kg de ganho total de peso. Contudo, a dose mais alta resultou numa redução de 10% no ganho médio diário desses animais. Os estudos in vivo confirmaram ainda a ausência de resíduos de CHBr3 na carne dos borregos e dos novilhos suplementados com Bromoil. A suplementação de dietas de ruminantes com Bromoil não alterou as variáveis de avaliação das carcaças, nem as características físicas da carne ou o seu perfil de ácidos gordos. Este trabalho demonstrou a eficácia do Bromoil como estratégia anti-metanogénica na produção de ruminantes. No entanto, é necessária mais investigação para ultrapassar os efeitos adversos do CHBr3 no crescimento animal e na integridade do rúmen |
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| Autores principais: | Duarte,Francisco Manuel Sena |
| Assunto: | Methane Ruminants Bromoform Sunflower oil Asparagopsis taxiformis Metano Ruminantes Bromofórmio Óleo de girassol Asparagopsis taxiformis |
| Ano: | 2026 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Motivado pelo impacto ambiental e pela necessidade de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa da produção de ruminantes, esta tese investigou a utilização de uma maceração de uma alga vermelha em óleo de girassol como suplemento de dietas de ruminantes. A biomassa liofilizada de Asparagopsis taxiformis é capaz de reduzir a produção de metano (CH4) até 99% in vitro e 98% in vivo. No entanto, este processo consome tempo e energia, tornando-o dispendioso para estabilizar os compostos responsáveis pelo efeito anti metanogénico da alga. Uma alternativa é a utilização de macerações de A. taxiformis em óleos vegetais, que estabilizam os compostos halogenados, dos quais o bromofórmio (CHBr3) é o maioritário. Os principais objetivos desta tese foram avaliar o efeito anti-metanogénico das macerações de A. taxiformis em óleo de girassol (Bromoil) e caracterizar o seu impacto na produção, saúde e bem-estar e na qualidade da carne dos ruminantes. Para isso foram realizados um estudo in vitro e dois estudos in vivo. No estudo in vitro utilizaram-se inóculos ruminais de novilhos não suplementados com Bromoil, e verificou-se que o aumento da concentração de CHBr3 no Bromoil (até 150 µg CHBr3/g MS) reduziu linearmente a produção de CH4. Verificou-se que a proporção molar de acetato diminuiu linearmente com a concentração de CHBr3, enquanto a de propionato aumentou linearmente com a concentração de CHBr3. No estudo com borregos Merino Branco suplementados com Bromoil, usado para definir as doses eficazes de CHBr3, observou-se a redução da produção de CH4 in vitro, mas também efeitos negativos na ingestão, no ganho médio diário e na integridade da parede do rúmen com doses de 30 e 45 mg CHBr3/kg MS. No estudo final com novilhos cruzados de Angus em fase de acabamento, doses de 20 e 30 mg CHBr3/kg MS reduziram em média 40% a produção de CH4 por kg de ganho total de peso. Contudo, a dose mais alta resultou numa redução de 10% no ganho médio diário desses animais. Os estudos in vivo confirmaram ainda a ausência de resíduos de CHBr3 na carne dos borregos e dos novilhos suplementados com Bromoil. A suplementação de dietas de ruminantes com Bromoil não alterou as variáveis de avaliação das carcaças, nem as características físicas da carne ou o seu perfil de ácidos gordos. Este trabalho demonstrou a eficácia do Bromoil como estratégia anti-metanogénica na produção de ruminantes. No entanto, é necessária mais investigação para ultrapassar os efeitos adversos do CHBr3 no crescimento animal e na integridade do rúmen |
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