Publicação
Insuficiência ovárica prematura : o potencial terapêutico das células estaminais
| Resumo: | A Insuficiência Ovárica Prematura (IOP) é um dos problemas que pode afetar a capacidade reprodutiva feminina e estima-se que, atualmente, atinja cerca de 1 a 4% das mulheres a nível mundial, prevendo-se que estes números venham a aumentar. Caracteriza-se por amenorreia, infertilidade, baixos níveis de estrogénios circulantes, altos níveis de gonadotrofinas e ausência/baixos níveis de folículos ováricos. Como complicações a longo prazo, destacam-se a osteoporose, fraturas, doenças cardiovasculares e depressão. As mulheres diagnosticadas com esta patologia deparam-se, atualmente, com um restrito número de opções terapêuticas: reposição hormonal e, caso haja um desejo de engravidar, a doação de oócitos/embriões. Nos últimos anos, têm sido realizados estudos que pretendem encontrar alternativas para estas mulheres. Um dos principais alvos em estudo é a terapêutica baseada em células estaminais, especialmente o tipo mesenquimal, que, não só devido à sua capacidade de autorrenovação, mas também devido à baixa imunogenicidade e nada obstar a nível ético, tem revelado resultados bastante promissores relativamente à possibilidade de restauração da função ovárica e fertilidade. Este trabalho tem como propósito compilar e fazer uma revisão seletiva da narrativa existente relativa aos mecanismos terapêuticos através dos quais as células estaminais (embrionárias, pluripotentes induzidas e mesenquimais) contribuem para o tratamento da IOP, dando especial ênfase ao transplante de células mesenquimais. Serão também descritos estudos já realizados em pacientes com IOP, bem como perspectivas futuras que contribuam para aumento da eficácia deste método terapêutico. |
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| Autores principais: | Neto, Ângela Isabel Pires |
| Assunto: | Insuficiência ovárica prematura (IOP) Células estaminais Mecanismo terapêutico Função ovárica Fertilidade Obstetrícia |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A Insuficiência Ovárica Prematura (IOP) é um dos problemas que pode afetar a capacidade reprodutiva feminina e estima-se que, atualmente, atinja cerca de 1 a 4% das mulheres a nível mundial, prevendo-se que estes números venham a aumentar. Caracteriza-se por amenorreia, infertilidade, baixos níveis de estrogénios circulantes, altos níveis de gonadotrofinas e ausência/baixos níveis de folículos ováricos. Como complicações a longo prazo, destacam-se a osteoporose, fraturas, doenças cardiovasculares e depressão. As mulheres diagnosticadas com esta patologia deparam-se, atualmente, com um restrito número de opções terapêuticas: reposição hormonal e, caso haja um desejo de engravidar, a doação de oócitos/embriões. Nos últimos anos, têm sido realizados estudos que pretendem encontrar alternativas para estas mulheres. Um dos principais alvos em estudo é a terapêutica baseada em células estaminais, especialmente o tipo mesenquimal, que, não só devido à sua capacidade de autorrenovação, mas também devido à baixa imunogenicidade e nada obstar a nível ético, tem revelado resultados bastante promissores relativamente à possibilidade de restauração da função ovárica e fertilidade. Este trabalho tem como propósito compilar e fazer uma revisão seletiva da narrativa existente relativa aos mecanismos terapêuticos através dos quais as células estaminais (embrionárias, pluripotentes induzidas e mesenquimais) contribuem para o tratamento da IOP, dando especial ênfase ao transplante de células mesenquimais. Serão também descritos estudos já realizados em pacientes com IOP, bem como perspectivas futuras que contribuam para aumento da eficácia deste método terapêutico. |
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