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Descontinuação de medicamentos - realidade portuguesa, europeia e mundial

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A falta de medicamentos é uma realidade não só em Portugal, mas também na Europa e globalmente. Esta situação tem vindo a agravar-se na última década onde se sentiu um aumento no número de embalagens e número de medicamentos diferentes que estão em falta nas farmácias. Os fatores que influenciam a falha no fornecimento de fármacos nas farmácias comunitárias e farmácias hospitalares são vários, sendo os mais comuns: problemas no local de produção, principalmente se certo medicamento for produzido apenas num local; aumento repentino da procura de um medicamento nas farmácias levando a rutura de stock (ex. vacina da gripe) e exportação de medicamentos para países onde o lucro é maior para as empresas detentoras do AIM. Este último fator tem sido sujeito a muitas críticas por parte de vários autores e tem sido alvo de ações por parte das entidades responsáveis pelo controlo de medicamentos em cada país, como é o caso do Infarmed. Esta descontinuação tem consequências clínicas, económicas e políticas. Os utentes que não têm acesso ao tratamento prescrito podem ter alternações no seu prognóstico a curto-médio prazo, chegando a ser fatais. Torna-se também um aumento dos recursos dispensados (recursos monetários e recursos humanos) por hospitais no tratamento de doentes, que não aconteceria caso o medicamento inicial estivesse disponível. A alternativa a muitas situações de escassez de medicamentos passa pelo uso de genéricos, quando estes existem. No entanto, pode ocorrer que as dosagens sejam diferentes e resultar em sobredosagem ou subdosagem por parte dos utentes, principalmente nos grupos mais frágeis como os idosos. Várias ações diferentes estão a ser tomadas em vários países para tentar solucionar esta problemática. A França tornou-se pioneira nas ações mais drásticas que tomou. Portugal tem a Via Verde do medicamento que, sendo eficaz em certos medicamentos, ainda não se tornou a solução ideal.
Autores principais:Luz, Joana Ferreira da
Assunto:Falta de medicamento exportação de medicamentos escassez de medicamento via verde do medicamento Mestrado Integrado - 2019
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A falta de medicamentos é uma realidade não só em Portugal, mas também na Europa e globalmente. Esta situação tem vindo a agravar-se na última década onde se sentiu um aumento no número de embalagens e número de medicamentos diferentes que estão em falta nas farmácias. Os fatores que influenciam a falha no fornecimento de fármacos nas farmácias comunitárias e farmácias hospitalares são vários, sendo os mais comuns: problemas no local de produção, principalmente se certo medicamento for produzido apenas num local; aumento repentino da procura de um medicamento nas farmácias levando a rutura de stock (ex. vacina da gripe) e exportação de medicamentos para países onde o lucro é maior para as empresas detentoras do AIM. Este último fator tem sido sujeito a muitas críticas por parte de vários autores e tem sido alvo de ações por parte das entidades responsáveis pelo controlo de medicamentos em cada país, como é o caso do Infarmed. Esta descontinuação tem consequências clínicas, económicas e políticas. Os utentes que não têm acesso ao tratamento prescrito podem ter alternações no seu prognóstico a curto-médio prazo, chegando a ser fatais. Torna-se também um aumento dos recursos dispensados (recursos monetários e recursos humanos) por hospitais no tratamento de doentes, que não aconteceria caso o medicamento inicial estivesse disponível. A alternativa a muitas situações de escassez de medicamentos passa pelo uso de genéricos, quando estes existem. No entanto, pode ocorrer que as dosagens sejam diferentes e resultar em sobredosagem ou subdosagem por parte dos utentes, principalmente nos grupos mais frágeis como os idosos. Várias ações diferentes estão a ser tomadas em vários países para tentar solucionar esta problemática. A França tornou-se pioneira nas ações mais drásticas que tomou. Portugal tem a Via Verde do medicamento que, sendo eficaz em certos medicamentos, ainda não se tornou a solução ideal.