Publicação
Impacto da asma e rinite alérgica nas perturbações do sono em pediatria
| Resumo: | Introdução: A asma é uma doença respiratória crónica caracterizada pela inflamação das pequenas vias aéreas e hiper-reactividade brônquica, causando obstrução ao fluxo de ar e dificuldade respiratória. A rinite alérgica, frequentemente associada à asma, caracteriza-se pela inflamação da mucosa nasal. Ambas têm elevada prevalência em idade pediátrica. Estudos recentes demonstraram a relação fisiopatológica entre estas doenças respiratórias alérgicas e Perturbação Respiratória do Sono (PRS), quer pela fragmentação do sono quer devido aos mediadores inflamatórios libertados, que alteram a normal arquitetura do sono e reduzem a sua duração e qualidade. As perturbações do sono têm repercussão na saúde a longo prazo, comprometendo o desenvolvimento cognitivo, comportamento, humor, e provocando alterações cardiovasculares, metabólicas e imunológicas. Objetivos: Este trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade do sono em crianças com asma e/ou rinite. Métodos: Foi realizado um estudo observacional transversal em crianças que frequentam consultas de alergologia pediátrica num hospital terciário português (G1), comparando- -as com uma população controlo (G2). Aplicou-se o questionário de sono PSQ, e os questionários de controlo de asma e rinite alérgica CARAT/CARATKids. Incluiram-se 61 crianças no G1 e 100 crianças no G2. Resultados: Os resultados demonstraram que 34.4% das crianças do G1 tinha evidência de PRS, comparando com 9% no G2 (-value < 0.05). Observou-se uma correlação positiva significativa entre a ausência de controlo de asma e/ou rinite, e maior prevalência de PRS (-value < 0.05). Conclusão: A PRS é mais prevalente em crianças com asma e/ou rinite. A ausência de controlo das doenças respiratórias alérgicas tem um impacto negativo no sono. Recomenda-se um estudo experimental alargado para aprofundar a natureza da relação entre variáveis, assim como o uso de métodos de diagnóstico objetivo de PRS. É essencial implementar um rastreio precoce de PRS em crianças com doença respiratória alérgica. |
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| Autores principais: | Silva, Catarina Isabel Medalhas Rebelo da |
| Assunto: | Asma Crianças Rinite Sono Pediatria |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A asma é uma doença respiratória crónica caracterizada pela inflamação das pequenas vias aéreas e hiper-reactividade brônquica, causando obstrução ao fluxo de ar e dificuldade respiratória. A rinite alérgica, frequentemente associada à asma, caracteriza-se pela inflamação da mucosa nasal. Ambas têm elevada prevalência em idade pediátrica. Estudos recentes demonstraram a relação fisiopatológica entre estas doenças respiratórias alérgicas e Perturbação Respiratória do Sono (PRS), quer pela fragmentação do sono quer devido aos mediadores inflamatórios libertados, que alteram a normal arquitetura do sono e reduzem a sua duração e qualidade. As perturbações do sono têm repercussão na saúde a longo prazo, comprometendo o desenvolvimento cognitivo, comportamento, humor, e provocando alterações cardiovasculares, metabólicas e imunológicas. Objetivos: Este trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade do sono em crianças com asma e/ou rinite. Métodos: Foi realizado um estudo observacional transversal em crianças que frequentam consultas de alergologia pediátrica num hospital terciário português (G1), comparando- -as com uma população controlo (G2). Aplicou-se o questionário de sono PSQ, e os questionários de controlo de asma e rinite alérgica CARAT/CARATKids. Incluiram-se 61 crianças no G1 e 100 crianças no G2. Resultados: Os resultados demonstraram que 34.4% das crianças do G1 tinha evidência de PRS, comparando com 9% no G2 (-value < 0.05). Observou-se uma correlação positiva significativa entre a ausência de controlo de asma e/ou rinite, e maior prevalência de PRS (-value < 0.05). Conclusão: A PRS é mais prevalente em crianças com asma e/ou rinite. A ausência de controlo das doenças respiratórias alérgicas tem um impacto negativo no sono. Recomenda-se um estudo experimental alargado para aprofundar a natureza da relação entre variáveis, assim como o uso de métodos de diagnóstico objetivo de PRS. É essencial implementar um rastreio precoce de PRS em crianças com doença respiratória alérgica. |
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