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Rios da Lusitânia Meridional como meios de difusão de importações cerâmicas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Apresentam-se alguns exemplos de como os rios da Lusitânia Meridional constituíram meios de difusão de cerâmi-cas importadas. Os principais rios da Lusitânia Meridional têm centros urbanos na foz e nos fundos de estuário, que constituíam lugares de recepção e redistribuição de cerâmicas importadas, em estreita relação. Apresentam-se alguns exemplos: Anas (Guadiana), com a interacção de Baesuris (Castro Marim) e Myrtilis (Mértola); Callipus (Sado), com a interacção Caeto-briga / Tróia e Salacia (Alcácer do Sal); Tagus (Tejo), com a interacção Olisipo (Lisboa) e Scallabis (Santarém). Mesmo em outros rios de menor expressão essa difusão para o interior é notória, como nos casos dos rios Arade ou Mira. Estes grandes rios geraram verdadeiras economias de estuário, com múltiplos pontos de povoamento interactivos. A recepção e difusão das cerâmicas pode perceber-se pela presença das cerâmicas nos portos e nos aglomerados de interior, alcançáveis por rios nave-gáveis. Estes lugares foram, por seu turno, centros redistribuidores para mais vastos territórios interiores.
Autores principais:Fabião, Carlos, 1959-
Outros Autores:Viegas, Catarina, 1967-; Almeida, Rui Roberto de; Pinto, Inês Vaz
Assunto:Redistribuição Cerâmicas importadas Ânforas Guadiana-Arade Sado Mira Tejo Redistribución Tajo Redistribution Imported ceramics Amphoras Tagus
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Apresentam-se alguns exemplos de como os rios da Lusitânia Meridional constituíram meios de difusão de cerâmi-cas importadas. Os principais rios da Lusitânia Meridional têm centros urbanos na foz e nos fundos de estuário, que constituíam lugares de recepção e redistribuição de cerâmicas importadas, em estreita relação. Apresentam-se alguns exemplos: Anas (Guadiana), com a interacção de Baesuris (Castro Marim) e Myrtilis (Mértola); Callipus (Sado), com a interacção Caeto-briga / Tróia e Salacia (Alcácer do Sal); Tagus (Tejo), com a interacção Olisipo (Lisboa) e Scallabis (Santarém). Mesmo em outros rios de menor expressão essa difusão para o interior é notória, como nos casos dos rios Arade ou Mira. Estes grandes rios geraram verdadeiras economias de estuário, com múltiplos pontos de povoamento interactivos. A recepção e difusão das cerâmicas pode perceber-se pela presença das cerâmicas nos portos e nos aglomerados de interior, alcançáveis por rios nave-gáveis. Estes lugares foram, por seu turno, centros redistribuidores para mais vastos territórios interiores.