Publicação
Enterobacteriaceae resistente a carbapenemos e o impacto das medidas de controlo e prevenção da infeção : Israel versus Portugal
| Resumo: | Introdução: Os organismos resistentes a antibióticos estão associados a uma maior morbimortalidade, a internamentos mais longos e, a grandes custos hospitalares. Enterobacteriaceae resistente a carbapenemos constitui um grande problema de saúde pública, dada a sua elevada capacidade de transmissão e, de originar surtos. O objetivo desta revisão é identificar medidas eficazes de controlo e prevenção da infeção por Enterobacteriaceae resistente a carbapenemos e, através dos exemplos de Israel e de Portugal, perceber o impacto das mesmas. Métodos: realizou-se uma pesquisa inicial na base de dados PubMed, com as palavras Enterobacteriaceae, Klebsiella pneumoniae, Carbapenemase, Carbapenem-Resistance, Outbreak, Prevention e Control. Foram selecionados os artigos relevantes publicados nos últimos 15 anos, na língua inglesa. A bibliografia destas publicações também foi analisada e algumas das suas referências foram incluídas neste trabalho. Resultados: existem diversos estudos que demonstram a eficácias de medidas de controlo e prevenção da infeção, por Enterobacteriaceae Resistente a Carbapenemos. Israel, através de algumas dessas medidas, conseguiu controlar um surto de Klebsiella pneumoniae resistente a carbapenemos, e mantém atualmente uma baixa incidência de Enterobacteriaceae Resistente a Carbapenemos. Em Portugal o cenário é diferente e, a incidência é alta, e tem vindo a aumentar nos últimos anos. Conclusão: através dos exemplos de Israel e Portugal, ficou evidente que não é suficiente a existência de programas de controlo e prevenção da infeção para o combate a Enterobacteriaceae resistente a carbapenemos e, é necessária também uma boa estratégia de aplicação dos mesmos. O sucesso de Israel foi possível através da aplicação das medidas a nível nacional, com gestão contínua pelo ministério da saúde. Portugal por sua vez, apesar de ter programas de controlo e prevenção de infeção com medidas adequadas, apresenta falhas estratégicas e económicas, que se refletem numa alta incidência de Klebsiella pneumoniae resistente a carbapenemos, e como tal, requer intervenção urgente para o combate deste problema. |
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| Autores principais: | Spínola, Clara Sofia Jesus |
| Assunto: | Enterobacteriaceae Klebsiella pneumoniae carbapenemase Resistência a carbapenemos Surto Prevenção Doenças infeciosas |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: Os organismos resistentes a antibióticos estão associados a uma maior morbimortalidade, a internamentos mais longos e, a grandes custos hospitalares. Enterobacteriaceae resistente a carbapenemos constitui um grande problema de saúde pública, dada a sua elevada capacidade de transmissão e, de originar surtos. O objetivo desta revisão é identificar medidas eficazes de controlo e prevenção da infeção por Enterobacteriaceae resistente a carbapenemos e, através dos exemplos de Israel e de Portugal, perceber o impacto das mesmas. Métodos: realizou-se uma pesquisa inicial na base de dados PubMed, com as palavras Enterobacteriaceae, Klebsiella pneumoniae, Carbapenemase, Carbapenem-Resistance, Outbreak, Prevention e Control. Foram selecionados os artigos relevantes publicados nos últimos 15 anos, na língua inglesa. A bibliografia destas publicações também foi analisada e algumas das suas referências foram incluídas neste trabalho. Resultados: existem diversos estudos que demonstram a eficácias de medidas de controlo e prevenção da infeção, por Enterobacteriaceae Resistente a Carbapenemos. Israel, através de algumas dessas medidas, conseguiu controlar um surto de Klebsiella pneumoniae resistente a carbapenemos, e mantém atualmente uma baixa incidência de Enterobacteriaceae Resistente a Carbapenemos. Em Portugal o cenário é diferente e, a incidência é alta, e tem vindo a aumentar nos últimos anos. Conclusão: através dos exemplos de Israel e Portugal, ficou evidente que não é suficiente a existência de programas de controlo e prevenção da infeção para o combate a Enterobacteriaceae resistente a carbapenemos e, é necessária também uma boa estratégia de aplicação dos mesmos. O sucesso de Israel foi possível através da aplicação das medidas a nível nacional, com gestão contínua pelo ministério da saúde. Portugal por sua vez, apesar de ter programas de controlo e prevenção de infeção com medidas adequadas, apresenta falhas estratégicas e económicas, que se refletem numa alta incidência de Klebsiella pneumoniae resistente a carbapenemos, e como tal, requer intervenção urgente para o combate deste problema. |
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