Publicação
Concepção de inteligência emocional em contexto educativo e profissional : estudo sobre uma universidade angolana
| Resumo: | O levantamento de questões sobre as características e valores do desenvolvimento e aplicação da inteligência emocional em contexto organizacional, bem como no desempenho profissional do indivíduo, tem sido objecto de estudo de muitos autores actuais, na directa proporção que o interesse pelo tema tem suscitado nos meios profissionais. O papel das emoções no exercício da profissão deve ser levado em conta quando se trata de adaptar as pessoas às possíveis mudanças. Contudo, o que se observa é que o foco ainda está mantido na valorização das competências técnicas, apesar das competências humanas serem amplamente divulgadas como imprescindíveis e preciosas para o sucesso das pessoas e das próprias empresas. Com o presente trabalho pretendeu-se fazer um estudo da problemática da inteligência emocional, tendo por base a realidade desta mesma problemática numa universidade angolana e no que diz respeito à informação e concepção que o corpo docente, da referida universidade, tem sobre o tema. Pretendeu-se também auscultar sobre o interesse e a necessidade de formação na área, do referido corpo docente, e levantar a questão da premência da inclusão de uma componente de desenvolvimento das competências emocionais na formação de professores, considerando que a mobilização e utilização das competências de inteligência emocional tem influências significativas no desenvolvimento emocional dos alunos e no processo de ensino-aprendizagem em si mesmo. A metodologia do estudo foi baseada numa análise quantitativa de dados recolhidos através da aplicação de um questionário e o universo conceptual constituído por 230 professores de diferentes nacionalidades e culturas, com formações académicas heterogéneas e diversificadas. A amostra de estudo corresponde às respostas de 91 professores, do referido universo conceptual. O ambiente de estudo teve lugar no Campus Universitário do Morro Bento, em Luanda, sede da Universidade Gregório Semedo. Dos resultados obtidos consideramos que, e no que respeita à concepção de inteligência emocional, a maioria dos docentes revelou que as noções de autoconsciência, controle emocional, e empatia faziam parte da referida concepção. Por outro lado, na sua quase totalidade, estes docentes revelaram a necessidade e o interesse de adquirir formação no âmbito das competências de inteligência emocional. No final deste trabalho foram apontadas as suas limitações e acrescentadas propostas de futuras investigações, e de formação na área. |
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| Autores principais: | Marques, Maria de Fátima Gonçalves, 1960- |
| Assunto: | Inteligência emocional Ensino superior - Angola Formação de professores - Angola Teses de mestrado - 2011 |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O levantamento de questões sobre as características e valores do desenvolvimento e aplicação da inteligência emocional em contexto organizacional, bem como no desempenho profissional do indivíduo, tem sido objecto de estudo de muitos autores actuais, na directa proporção que o interesse pelo tema tem suscitado nos meios profissionais. O papel das emoções no exercício da profissão deve ser levado em conta quando se trata de adaptar as pessoas às possíveis mudanças. Contudo, o que se observa é que o foco ainda está mantido na valorização das competências técnicas, apesar das competências humanas serem amplamente divulgadas como imprescindíveis e preciosas para o sucesso das pessoas e das próprias empresas. Com o presente trabalho pretendeu-se fazer um estudo da problemática da inteligência emocional, tendo por base a realidade desta mesma problemática numa universidade angolana e no que diz respeito à informação e concepção que o corpo docente, da referida universidade, tem sobre o tema. Pretendeu-se também auscultar sobre o interesse e a necessidade de formação na área, do referido corpo docente, e levantar a questão da premência da inclusão de uma componente de desenvolvimento das competências emocionais na formação de professores, considerando que a mobilização e utilização das competências de inteligência emocional tem influências significativas no desenvolvimento emocional dos alunos e no processo de ensino-aprendizagem em si mesmo. A metodologia do estudo foi baseada numa análise quantitativa de dados recolhidos através da aplicação de um questionário e o universo conceptual constituído por 230 professores de diferentes nacionalidades e culturas, com formações académicas heterogéneas e diversificadas. A amostra de estudo corresponde às respostas de 91 professores, do referido universo conceptual. O ambiente de estudo teve lugar no Campus Universitário do Morro Bento, em Luanda, sede da Universidade Gregório Semedo. Dos resultados obtidos consideramos que, e no que respeita à concepção de inteligência emocional, a maioria dos docentes revelou que as noções de autoconsciência, controle emocional, e empatia faziam parte da referida concepção. Por outro lado, na sua quase totalidade, estes docentes revelaram a necessidade e o interesse de adquirir formação no âmbito das competências de inteligência emocional. No final deste trabalho foram apontadas as suas limitações e acrescentadas propostas de futuras investigações, e de formação na área. |
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