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Avaliações externas da aprendizagem : Perspectivas de especialistas, decisores políticos e docentes brasileiros
| Summary: | A avaliação externa da aprendizagem dos alunos vem, ao longo de várias décadas, se desenvolvendo, ocupando assim, um lugar de destaque e sendo alvo de críticas por uns e de aprovação por outros. Um campo ainda cheio de controvérsias. No Brasil, essa avaliação está presente há, aproximadamente 30 anos, vindo a se expandir, significativamente, depois da implementação do SAEB – Sistema de Avaliação da Educação Básica. Nesse início, desenvolveu-se como uma ferramenta política, para dirigir o sistema e verificar a qualidade da educação. Com o passar dos anos, uma cultura avaliativa foi implementada, nos estados e municípios, principalmente, depois da implementação da Prova Brasil, começando a se desenvolver a função pedagógica. Entretanto, o desenvolvimento dessas funções, os múltiplos propósitos que a avaliação externa vem desempenhando, sua baixa credibilidade e utilização, seus efeitos controversos, evidenciam a necessidade de mais estudos nessa área. Essa pesquisa buscou discutir a avaliação externa da aprendizagem dos alunos, com base na apreciação de diferentes intervenientes no processo educativo. Assim, em um primeiro momento, realizou-se uma revisão teórica, com base na literatura nacional e internacional da área de avaliação da aprendizagem e avaliação externa. Em seguida, desenvolveu-se uma análise descritiva de documentos e relatórios técnicos das avaliações, desenvolvidas no Rio de Janeiro, desde o âmbito internacional, passando pelas avaliações nacionais, até chegar nas locais, que compreendem as avaliações desenvolvidas pelo estado e município. A pesquisa empírica foi desenvolvida em duas partes. Na parte qualitativa, foram realizadas 22 entrevistas ao todo, com especialistas, decisores políticos e professores da educação básica. A parte quantitativa foi empregada de forma a completar a pesquisa qualitativa. Dessa forma, foram aplicados 124 questionários a professores da rede municipal do Rio de Janeiro. Os resultados demonstraram que há uma maior referenciação da função política da avaliação externa, principalmente, no que diz respeito à característica somativa. Há pouco desenvolvimento da avaliação externa formativa, mesmo que seja considerada por todos os intervenientes como um instrumento relevante para o processo de ensino e aprendizagem. Em conclusão, esta pesquisa identificou alguns fatores que parecem estar a dificultar o desenvolvimento da avaliação externa, principalmente, no que tange à sua função pedagógica formativa. |
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| Main Authors: | Vieira de Oliveira, Helen |
| Subject: | Avaliação externa da aprendizagem dos alunos Políticas educacionais Qualidade da Educação External assessment of student learning Educational policies Quality of Education |
| Year: | 2020 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | doctoral thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade de Lisboa |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Summary: | A avaliação externa da aprendizagem dos alunos vem, ao longo de várias décadas, se desenvolvendo, ocupando assim, um lugar de destaque e sendo alvo de críticas por uns e de aprovação por outros. Um campo ainda cheio de controvérsias. No Brasil, essa avaliação está presente há, aproximadamente 30 anos, vindo a se expandir, significativamente, depois da implementação do SAEB – Sistema de Avaliação da Educação Básica. Nesse início, desenvolveu-se como uma ferramenta política, para dirigir o sistema e verificar a qualidade da educação. Com o passar dos anos, uma cultura avaliativa foi implementada, nos estados e municípios, principalmente, depois da implementação da Prova Brasil, começando a se desenvolver a função pedagógica. Entretanto, o desenvolvimento dessas funções, os múltiplos propósitos que a avaliação externa vem desempenhando, sua baixa credibilidade e utilização, seus efeitos controversos, evidenciam a necessidade de mais estudos nessa área. Essa pesquisa buscou discutir a avaliação externa da aprendizagem dos alunos, com base na apreciação de diferentes intervenientes no processo educativo. Assim, em um primeiro momento, realizou-se uma revisão teórica, com base na literatura nacional e internacional da área de avaliação da aprendizagem e avaliação externa. Em seguida, desenvolveu-se uma análise descritiva de documentos e relatórios técnicos das avaliações, desenvolvidas no Rio de Janeiro, desde o âmbito internacional, passando pelas avaliações nacionais, até chegar nas locais, que compreendem as avaliações desenvolvidas pelo estado e município. A pesquisa empírica foi desenvolvida em duas partes. Na parte qualitativa, foram realizadas 22 entrevistas ao todo, com especialistas, decisores políticos e professores da educação básica. A parte quantitativa foi empregada de forma a completar a pesquisa qualitativa. Dessa forma, foram aplicados 124 questionários a professores da rede municipal do Rio de Janeiro. Os resultados demonstraram que há uma maior referenciação da função política da avaliação externa, principalmente, no que diz respeito à característica somativa. Há pouco desenvolvimento da avaliação externa formativa, mesmo que seja considerada por todos os intervenientes como um instrumento relevante para o processo de ensino e aprendizagem. Em conclusão, esta pesquisa identificou alguns fatores que parecem estar a dificultar o desenvolvimento da avaliação externa, principalmente, no que tange à sua função pedagógica formativa. |
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