Publicação
A importância da electroretinografia para o diagnóstico de retinopatias caninas
| Resumo: | Introdução: A electroretinografia de campo total por flash (ERGf) é afectada por múltiplas variáveis biológicas e ambientais. Para alcançar resultados viáveis e reproduzíveis, o clínico deve: estabelecer valores controlo para os parâmetros avaliados (amplitue e tempo implícito das ondas a e b), a partir de indivíduos saudáveis categorizados por raça e idade e para o seu equipamento e condições de trabalho; deve ser consistente na técnica de electroretinografia seguida (incluindo o material utilizado, protocolo anestésico e procurando manter constantes as variáveis ambientais) e cumprir sistematicamente o mesmo protocolo de ERG. Aqueles indivíduos que apresentam ausência ou redução na amplitude e tempo de latência das ondas a e b não são candidatos a facoemulsificação, dado que estes resultados são compatíveis com DSAR ou APR e hà um compromisso da função retiniana nestas situações. Objectivo: Discussão dos resultados electroretinográficos obtidos a partir de sete cães que se apresentaram à consulta de Oftalmologia do HVR entre Setembro de 2009 e Fevereiro de 2010. Cinco cães eram candidatos a facoemulsificação e dois apresentaram história de perda progressiva ou súbita de visão. Métodos: Na realização dos ERGf foi realizado o protocolo curto do ECVO e foram avaliadas a amplitude, tempo de latência e forma das ondas a e b obtidas para cada ERGf registado em condições fotópicas e escotópicas Conclusões: Para uma avaliação e interpretação mais correctas dos ERGs registados no HVR, seria necessário criar uma base de electroretinogramas registados a partir de animais saudáveis, com uma distribuição por raça e idade. A pequena dimensão da amostra de casos estudada impede que sejam retiradas conclusões sobre os valores normais de amplitude, tempo de latência e forma das ondas electroretinográficas registadas em condições fotópicas e escotópicas. Uma vez que os animais não foram submetidos a ERG pós-operatório não é possível avaliar se os parâmetros tempo de latência e amplitude das ondas a e b foram afectados pela opacidade do cristalino nas cataratas maduras e hipermaduras. |
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| Autores principais: | Lima, Clara Madureira |
| Assunto: | Electroretinografia onda a onda b Tempo de latência APR DSAR Cataratas PRA Electroretinography a wave b wave Implicit time SARD Cataracts |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A electroretinografia de campo total por flash (ERGf) é afectada por múltiplas variáveis biológicas e ambientais. Para alcançar resultados viáveis e reproduzíveis, o clínico deve: estabelecer valores controlo para os parâmetros avaliados (amplitue e tempo implícito das ondas a e b), a partir de indivíduos saudáveis categorizados por raça e idade e para o seu equipamento e condições de trabalho; deve ser consistente na técnica de electroretinografia seguida (incluindo o material utilizado, protocolo anestésico e procurando manter constantes as variáveis ambientais) e cumprir sistematicamente o mesmo protocolo de ERG. Aqueles indivíduos que apresentam ausência ou redução na amplitude e tempo de latência das ondas a e b não são candidatos a facoemulsificação, dado que estes resultados são compatíveis com DSAR ou APR e hà um compromisso da função retiniana nestas situações. Objectivo: Discussão dos resultados electroretinográficos obtidos a partir de sete cães que se apresentaram à consulta de Oftalmologia do HVR entre Setembro de 2009 e Fevereiro de 2010. Cinco cães eram candidatos a facoemulsificação e dois apresentaram história de perda progressiva ou súbita de visão. Métodos: Na realização dos ERGf foi realizado o protocolo curto do ECVO e foram avaliadas a amplitude, tempo de latência e forma das ondas a e b obtidas para cada ERGf registado em condições fotópicas e escotópicas Conclusões: Para uma avaliação e interpretação mais correctas dos ERGs registados no HVR, seria necessário criar uma base de electroretinogramas registados a partir de animais saudáveis, com uma distribuição por raça e idade. A pequena dimensão da amostra de casos estudada impede que sejam retiradas conclusões sobre os valores normais de amplitude, tempo de latência e forma das ondas electroretinográficas registadas em condições fotópicas e escotópicas. Uma vez que os animais não foram submetidos a ERG pós-operatório não é possível avaliar se os parâmetros tempo de latência e amplitude das ondas a e b foram afectados pela opacidade do cristalino nas cataratas maduras e hipermaduras. |
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