Publicação
Adaptações fisiológicas do Homem ao Espaço
| Resumo: | Aos poucos o Homem foi descobrindo alguns dos mistérios do Cosmos. Desde o lançamento de Vostok 1 a 12 de Abril de 1961, a primeira viagem tripulada ao Espaço, ao desejo de chegar a Marte e de industrializar o Espaço. Especula-se que em 2030 seja possível trabalhar e viver no Espaço, e inclusivamente, o turismo espacial é uma área em expansão. Contudo a exposição ao ambiente hostil do Espaço, em particular a exposição à microgravidade, condiciona alterações fisiológicas no organismo humano, algumas imediatas, outras surgem apenas em estadias de longa duração. Essas alterações podem também condicionar o aparecimento de sintomatologia após retorno à Terra. Entre os sistemas mais afetados destacam-se os sistemas músculo-esquelético, cardiovascular e endócrino; sistemas hidroeletrolítico, hematológico e neurológico; depressão do sistema imunitário; alterações do sistema digestivo, do aparelho respiratório, da pele e do ritmo circadiano. Menos frequente é o comprometimento do sistema urinário. Distúrbios psicológicos podem também ocorrer, de etiologia multifatorial. A maior parte das alterações são reversíveis após alguns dias a meses do retorno ao campo gravítico terrestre. Atualmente pouco se sabe sobre os efeitos celulares da microgravidade. Emergências médico-cirúrgicas no Espaço são uma possibilidade, mas nas circunstâncias atuais o treino médico dos astronautas é muito limitado. Por fim são discutidas as principais causas de mortalidade dos astronautas. Concluindo, as alterações fisiológicas descritas correspondem a respostas adaptativas dos sistemas orgânicos às novas condições ambientais do Espaço. Essas alterações tendem para um novo estado de equilíbrio, um novo estado estacionário homeostático. Esse novo set point da homeostasia torna-se mal adaptativo no retorno ao campo gravítico terrestre. |
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| Autores principais: | Rocha, Margarida Lucas Serrão André |
| Assunto: | Microgravidade Astronautas Homeostasia Adaptações fisiológicas Otorrinolaringologia |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Aos poucos o Homem foi descobrindo alguns dos mistérios do Cosmos. Desde o lançamento de Vostok 1 a 12 de Abril de 1961, a primeira viagem tripulada ao Espaço, ao desejo de chegar a Marte e de industrializar o Espaço. Especula-se que em 2030 seja possível trabalhar e viver no Espaço, e inclusivamente, o turismo espacial é uma área em expansão. Contudo a exposição ao ambiente hostil do Espaço, em particular a exposição à microgravidade, condiciona alterações fisiológicas no organismo humano, algumas imediatas, outras surgem apenas em estadias de longa duração. Essas alterações podem também condicionar o aparecimento de sintomatologia após retorno à Terra. Entre os sistemas mais afetados destacam-se os sistemas músculo-esquelético, cardiovascular e endócrino; sistemas hidroeletrolítico, hematológico e neurológico; depressão do sistema imunitário; alterações do sistema digestivo, do aparelho respiratório, da pele e do ritmo circadiano. Menos frequente é o comprometimento do sistema urinário. Distúrbios psicológicos podem também ocorrer, de etiologia multifatorial. A maior parte das alterações são reversíveis após alguns dias a meses do retorno ao campo gravítico terrestre. Atualmente pouco se sabe sobre os efeitos celulares da microgravidade. Emergências médico-cirúrgicas no Espaço são uma possibilidade, mas nas circunstâncias atuais o treino médico dos astronautas é muito limitado. Por fim são discutidas as principais causas de mortalidade dos astronautas. Concluindo, as alterações fisiológicas descritas correspondem a respostas adaptativas dos sistemas orgânicos às novas condições ambientais do Espaço. Essas alterações tendem para um novo estado de equilíbrio, um novo estado estacionário homeostático. Esse novo set point da homeostasia torna-se mal adaptativo no retorno ao campo gravítico terrestre. |
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